Gabriella Nunes de Gouvea
A segunda parte do Seminário Soluções Ambientais para o Desenvolvimento Sustentável, teve início na manhã desta sexta-feira (14/ago) na sede do Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE-GO), foi marcada inicialmente pela exibição de um vídeo e a fala de Hélio Fogaça da Silva, gerente de Acessibilidade da Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDS).
Com deficiência visual, Hélio discorreu sobre o tema “parque para todos, desafios e aprendizados na inclusão e proteção dos territórios”, com as iniciativas destinadas a permitir que pessoas portadoras de deficiências possam acessar os parques estaduais, como o Araguaia, em Luiz Alves, e Altamiro de Moura Pacheco, em Goiânia.
Na sequência, Vilma Alves Maia, da Semad, discorreu sobre a acessibilidade do deficiente aos parques estaduais e ao contato com o meio ambiente não como uma gentileza, e sim como direito que deve ser assegurado por aqueles que administram esses espaços, abordando questões como fomento, educação ambiental, conexão e inclusão. Um dos exemplos mostrados foi o de moldes de pegadas de animais, feitos em gesso, que ficam nos parques para serem tateados pelos deficientes visuais.
Francisco Chagas Carvalho Júnior, da Secretaria de Meio Ambiente do Maranhão, apresentou o trabalho que vem sendo executado desde o final de 2022 no Parque Estadual do Mirador, extensa área de Cerrado onde vivem 68 comunidades tradicionais. A secretaria atuou para que elas se organizassem e elegessem representantes para os conselhos comunitários com vistas a conseguir melhorias como energia elétrica, conservação de estradas e regularização fundiária. No primeiro ano, a equipe teve seu trabalho boicotado por pessoas interessadas nas terras e que convenceram os moradores que a real intenção da Sema seria retirá-los de lá.
Com a ajuda de entidades sociais e persistência, a situação foi contornada e o trabalho teve continuidade.
Hoje as comunidades, segundo o palestrante, estão todas cadastradas e contam com energia elétrica fotovoltaica, geladeiras, televisões, internet e celulares, enquanto seguem as tratativas para a documentação que vai assegurar a permanência no local, com orientações sobre manejo de fogo, agricultura, extrativismo e desenvolvimento sustentável.
Ao final do evento foi realizada uma mesa de debates com a participação da promotora de Justiça Daniela Aun, coordenadora de Meio Ambiente do Ministério Público Estadual; da procuradora do Estado Cláudia Marçal de Souza e do auditor de Controle Externo Marcos Prates Aguiar, do Tribunal de Contas do Estado de Goiás.
Texto: Antônio Gomes; Fotos: André Landre.
Publicado em 17/08/2026






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