De acordo com personal trainer, o exercício é considerado o mais completo porque trabalha vários grupos musculares ao mesmo tempo, como quadríceps, glúteos, posteriores, abdômen e lombar, além de melhorar mobilidade, equilíbrio e estabilidade.
“O agachamento é um movimento anatômico natural presente no dia a dia, como sentar e levantar de uma cadeira, e por isso seu fortalecimento melhora a autonomia e a qualidade de vida em todas as idades”, explica.
Com a possibilidade de ser executado em diferentes variações e para diversas finalidades, o educador físico destaca mitos e verdades a respeito do agachamento:
1. Agachamento prejudica o joelho? Mito.
“O agachamento não é um vilão. O movimento serve justamente para fortalecer os músculos das pernas e criar uma espécie de proteção natural para os ossos e articulações do joelho, preparando o corpo para absorver melhor os impactos da rotina. Agachar só se torna um problema quando a pessoa faz a execução errada, com carga inadequada ou sem supervisão técnica, expondo o corpo a riscos desnecessários”, esclarece Anderson.

2. A técnica importa mais do que colocar muito peso? Verdade.
“A carga deve ser compatível com a capacidade de executar o movimento com controle. Aumentar o peso progressivamente é mais apropriado do que sacrificar a execução para levantar mais. O crescimento muscular, denominado hipertrofia, depende de um estímulo bem direcionado ao músculo, e isso só acontece quando o movimento é feito corretamente. Com a técnica ruim, o esforço se espalha para outras regiões e o risco de lesão aumenta”, pontua.
3. Agachamento trabalha só as pernas? Mito.
“Mesmo focado nos membros inferiores, o agachamento exige bastante do abdômen e das costas, que atuam como estabilizadores da coluna durante todo o movimento. Por isso, o exercício também contribui para a postura e para o fortalecimento do core”, destaca.

4. A técnica ajuda no aumento dos glúteos? Verdade.
“Uma boa execução aumenta a eficiência do exercício e contribui para estimular os glúteos. Fatores como a profundidade do movimento, o posicionamento dos pés e o controle na subida e na descida fazem diferença na ativação da musculatura. Aliada à progressão de carga, à alimentação adequada e ao descanso, a técnica correta favorece o ganho de massa muscular na região”, conclui o profissional.
Para quem está começando, o ideal é buscar a orientação de um profissional de educação física, que poderá avaliar a mobilidade, ajustar a técnica e indicar a variação mais adequada ao objetivo de cada pessoa, seja fortalecimento, reabilitação ou ganho de massa muscular.
Publicado em 07/10/2026




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