DEBATE

Saúde, segurança, educação e acusações: os embates que marcaram o debate do Mais Goiás com candidatos ao governo.

Tópicos do debate promovido por maisgoias

Primeiro bloco

Um dos embates do primeiro bloco, quando candidatos perguntavam para candidatos, ocorreu entre Wilder Morais e Daniel Vilela. O senador questionou o governador sobre as filas na saúde e afirmou que o setor vive um momento crítico. Daniel respondeu citando a estadualização de hospitais, policlínicas, a previsão de um novo prédio para o Hugo e a construção do Hospital da Mulher. Também afirmou que o Estado realizou mais de 35 mil cirurgias eletivas no ano passado.

Wilder x Daniel

Na réplica, Wilder pediu que Daniel “colocasse a mão na consciência” diante das dificuldades enfrentadas pela população. O governador rebateu cobrando atuação do adversário no Senado e defendeu os resultados de sua administração na área.

“Se você estivesse ajudando no Senado, o que não está […] Temos sim equilibrado, passamos por uma pandemia. Vamos continuar avançando, saúde exige trabalho diário”, disse Vilela.

Luis César x Daniel

Educação também virou tema de confronto entre Daniel e Luis Cesar. O petista criticou a condução da UEG e defendeu escolas estaduais em tempo integral, ensino profissionalizante, investimentos em pesquisa e valorização dos professores.

Daniel, por sua vez, destacou resultados da rede estadual e citou o programa Goiás pelo Mundo. Luis Cesar respondeu que a iniciativa, voltada inicialmente a 200 estudantes, seria insuficiente para enfrentar os problemas estruturais da educação e prometeu ampliar o ensino integral caso seja eleito.

Marconi x Wilder

Marconi e Wilder discutiram a situação financeira do Estado e os possíveis efeitos da reforma tributária. Marconi afirmou que Goiás terá desafios para preservar investimentos e atrair empresas. Wilder disse ter votado contra a reforma e argumentou que o novo modelo pode prejudicar estados produtores e provocar perda de indústrias. O senador também relacionou uma eventual revisão das regras à eleição presidencial e voltou a defender Flávio Bolsonaro.

Luiz César x Marconi

Outro confronto ocorreu entre Luis Cesar e Marconi sobre a exploração de terras raras. O petista questionou acordos envolvendo as reservas minerais goianas e acusou o atual governo de permitir que essas riquezas fossem exploradas por valores baixos. Marconi defendeu que os minerais extraídos em regiões como Minaçu, Nova Roma e Iporá sejam processados em Goiás, com investimento em tecnologia e agregação de valor antes da comercialização.

Francisco x Luis César

Segundo bloco

No segundo bloco, jornalistas fizeram perguntas diretamente aos candidatos. Segurança pública e combate ao crime entraram no centro da discussão quando Francisco Costa questionou Luis Cesar Bueno sobre o uso de câmeras nas fardas dos policiais. O petista se declarou favorável à medida e citou experiências de São Paulo, mas afirmou que a adoção dos equipamentos precisa vir acompanhada de valorização das forças de segurança.

Francisco Costa lembrou, então, que Marconi vinha apontando dificuldades financeiras no Estado e perguntou como seria possível bancar as novas contratações. O candidato respondeu que pretende abrir espaço no orçamento por meio de gestão, redução de desperdícios e combate à corrupção, direcionando recursos para segurança, saúde e educação.

Ícaro x Daniel

Sobre a área da saúde, Ícaro Gonçalves questionou Daniel Vilela sobre a regionalização do atendimento e a necessidade de pacientes do interior ainda se deslocarem para Goiânia e Anápolis em busca de procedimentos especializados.

Daniel reconheceu que o desafio permanece, mas afirmou que houve avanço na estrutura estadual, citando o aumento de cerca de 200 para 780 leitos de UTI, além da abertura de hospitais e policlínicas.

Esthéfany x Wilder

Na Educação, Esthéfany Oliveira questionou Wilder Morais sobre como as escolas estaduais poderiam incorporar a inteligência artificial à rotina dos estudantes, levando em conta desafios como acesso à internet e preparação dos professores.

O senador respondeu que pretende ampliar a oferta de internet de fibra óptica e investir na capacitação de profissionais da educação.

Wilder também defendeu a expansão das escolas cívico-militares pelo Estado e afirmou que pretende trabalhar para melhorar o desempenho da rede estadual. Ao responder, relembrou que estudou em escola pública em Taquaral e disse que a educação teve papel importante em sua trajetória até se tornar engenheiro e senador.

Terceiro bloco

Marconi x Daniel

O terceiro bloco teve um dos momentos mais tensos do debate. Marconi Perillo questionou Daniel Vilela sobre obras citadas pelo governador, como policlínicas, hospitais e escolas. Daniel respondeu que a atual gestão ampliou a regionalização da saúde, com UTIs em mais municípios e crescimento no número de cirurgias eletivas, e afirmou que o Estado deixou de depender da chamada “ambulancioterapia”.

Marconi rebateu dizendo que Daniel estaria se apropriando de obras iniciadas em governos anteriores e acusou a gestão de criar “narrativas fake”. O tucano citou que, em seus governos, criou as policlínicas e os Itegos e afirmou que a principal obra efetivamente construída pela atual administração teria sido o Cora. Daniel reagiu acusando o adversário de morar em São Paulo, torcer contra o governo e lembrou disputas judiciais envolvendo a construção do hospital.

A troca de acusações terminou em tom elevado. Depois de Daniel mencionar um show de Leonardo ligado à inauguração inacabada de uma unidade hospitalar em Águas Lindas de Goiás, Marconi respondeu: “Deixa de ser mentiroso, rapaz”.

Daniel x Luis César

Daniel Vilela e Luis Cesar Bueno também trocaram críticas sobre infraestrutura e desenvolvimento econômico. Daniel afirmou que o Estado tem mais de 800 obras em execução e questionou o adversário sobre suas propostas para usar a infraestrutura como motor de crescimento.

Luis Cesar respondeu dizendo que Goiás perdeu espaço para estados vizinhos e atribuiu parte desse cenário à falta de investimentos estruturais. O petista também afirmou que obras importantes no Estado tiveram participação do governo federal. Daniel rebateu dizendo que o adversário “tem andado pouco pelo Estado” e citou obras em diferentes regiões. Luis Cesar encerrou o embate reforçando a participação de governos do PT em projetos como a Ferrovia Norte-Sul.

Wilder x Luis César

A exploração de terras raras entrou novamente para o quarto bloco do Debate Mais Goiás quando Wilder Morais perguntou a Luis Cesar Bueno como pretende transformar a atividade mineral em desenvolvimento para o Nordeste goiano. Luis Cesar defendeu a industrialização dos minerais dentro do Estado, para evitar que Goiás fique restrito à exportação de matéria-prima, e propôs a criação de um “Vale das Terras Raras”, inspirado em polos tecnológicos internacionais. O debate reuniu os candidatos ao governo nesta quinta-feira (17).

Wilder rebateu apontando entraves burocráticos do governo federal para o avanço do setor. Luis Cesar respondeu defendendo a atuação do governo Lula na proteção das reservas minerais brasileiras e afirmou que a exploração deve respeitar a soberania nacional. Segundo ele, a mineração pode impulsionar outras atividades econômicas, ampliar a arrecadação e transformar Goiás em um importante exportador de minerais.

Publicado em 19/09/2026