FLÁVIO BOLSONARO

Sabatina: Flávio critica gastos do governo Lula e diz que Brasil terá quebradeira.

O candidato à Presidência pelo PL e senador Flávio Bolsonaro fala durante uma coletiva de imprensa após participar de uma reunião da diretoria da Fiesp, ao lado da coordenadora econômica de sua campanha, Daniella Marques, em São Paulo 24 de agosto de 2026 REUTERS/Alexandre Meneghini

Reuters  – História de Por Ricardo Brito

Saiu bem de pressão dos “entrevistadores” globais?

O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, disse nesta sexta-feira que, se o Brasil não tiver um ajuste fiscal forte, haverá uma quebradeira generalizada no país.

“Se o Brasil não tiver um ajuste fiscal forte, está fadado à quebradeira de todo mundo”, afirmou ele em inquisição ao Jornal Nacional, ao atribuir o alto endividamento da população brasileira e do elevado patamar da Selic, taxa básica de juros da economia, à gestão Lula.

Sem dar detalhes(óbvio) de como faria esse ajuste fiscal, Flávio criticou o atual governo de Lula da Silva (PT), que tenta a reeleição, por gastar demais enquanto aumenta impostos.

O candidato do PL prometeu um “tesouraço” nos impostos.

Por outro lado, Flávio disse que não fará economia com quem ganha salário mínimo e com os aposentados, ao ser perguntado sobre a atual política de reajuste real do mínimo.

Ele não foi taxativo se não iria desvincular reajustes reais nesses benefícios em seu governo, mesmo sendo confrontado pelos entrevistados.

“Não farei economia com quem ganha salário mínimo e aposentados”.

Flávio disse que ” não é preciso fazer economia em cima dos aposentados” e defendeu que se combata a corrupção e fraudes no pagamento de benefícios do INSS”.

De maneira genérica, Flavio afirmou que vai cortar ministérios, fazer um tesouraço, inclusive reduzindo cargos comissionados.

RESPEITAR O RESULTADO DAS ELEIÇÕES

Em uma sinalização, Flávio disse que “com certeza” acatará o resultado eleitoral.

“Quero dizer a todos vocês que vou respeitar o processo eleitoral, vou respeitar o resultado das eleições. Eu estou concorrendo com essas regras, eu vou ser presidente da República com essas regras”, disse, em um primeiro momento.

“Com certeza, vou adorar que anuncie meu nome”, respondeu ele depois, ao ser questionado se isso ocorreria mesmo se for derrotado.

“Não vou perder, vou ganhar no primeiro turno”, acrescentou.

Flávio também aproveitou a entrevista para anunciar o médico oftalmologista Claudio Lottenberg como seu ministro da Saúde, se for eleito.

'Dark Horse': o que se sabe sobre filme biográfico de Jair Bolsonaro

DARK HORSE

Mais uma vez, Flávio afirmou que não há nada de errado com o fato de ele ter negociado um financiamento milionário com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

Ele cobrou US$24 milhões (cerca de R$134 milhões), dos quais R$61 milhões teriam sido efetivamente destinados ao projeto que só foram reveladas pelas investigações feitas pela Polícia Federal.

A relação de Flávio e Vorcaro veio à tona em maio a partir de reportagem publicada pelo Intercept Brasil com base na quebra de sigilo de conversas entre ambos.

“Não tem absolutamente nada de errado em um filho buscar um financiamento privado para um filme do próprio pai”, voltou a dizer.

Ele ressaltou que “não houve nenhuma contrapartida” a Vorcaro, a quem chamou de investidor, pelo fato de ser senador.

Flávio disse que a produtora do filme já apresentou a prestação de contas para autoridades competentes e se isentou de fazê-lo.

“O contrato do filme não cabe a mim”, ressaltou.

Sobre o filme Dark Horse, Flávio preferiu colar o escândalo envolvendo Vorcaro e o Master – o banco envolvido em esquemas de corrupção que foi liquidado pelo Banco Central — ao governo Lula, cobrando do presidente explicações de um encontro fora da agenda oficial com o banqueiro.

(Edição de Pedro Fonseca e Alexandre Caverni)