Romário Policarpo filiou-se ao Avante, mas recuou após inviabilidade da chapa para deputado estadual | Foto: Samuel Oliveira/Jornal Opção.
Jornal Opção
A migração de Romário Policarpo para o Cidadania, na reta final do prazo de filiação partidária, expôs a fragilidade do Avante em Goiás e esvaziou o projeto de transformar a legenda em uma espécie de “quarta via” da base governista.
A avalição que predominou na legenda era de que o partido não conseguiu montar uma nominata com densidade suficiente para eleger deputado estadual, mesmo com a filiação do presidente da Câmara de Goiânia.
Nos bastidores, a leitura era de que o Avante poderia funcionar como uma alternativa para abrigar nomes médios e chapas de menor envergadura, sobretudo diante da reorganização partidária movida pela federação entre o PRD e Solidariedade.
A aposta, porém, perdeu força ao longo das negociações e a sacudida final foi a saída/retorno de Bruno Peixoto para o União Brasil.
Faltaram votos na nominata
O diagnóstico era que, apesar da previsão inicial de obter 20 mil votos com Policarpo, o Avante não teria lastro suficiente para atingir uma votação minimamente segura para viabilizar a eleição de um deputado estadual.
Na prática, a legenda não transmitia segurança nem ao próprio grupo nem a potenciais candidatos, o que passou a contaminar a montagem da chapa.
Policarpo chegou a ser ventilado no Democracia Cristã, o DC, mas também não encontrou espaço para viabilizar a candidatura.
O abrigo encontrado foi o Cidadania, federado com o PSDB. A nível nacional, inclusive, a federação está mantida, o que deve influenciar no apoio do presidente da Câmara de Goiânia para o governo estadual.
Presidente do Cidadania, Iure de Castro, sinalizou que Policarpo deixa oficialmente a base de Daniel Vilela (MDB) e passa a integrar a oposição com o grupo do ex-governador Marconi Perillo (PSDB).
Policarpo, entretanto, não se manifestou publicamente sobre isso.
Publicado em 06/04/2026








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