SAFRA

Milho safrinha: agora é o momento de atenção redobrada aos fatores de risco.

Com a chegada do momento, o milho safrinha entra no chamado pendoamento, uma das fases mais críticas do ciclo, seguido pelo início do enchimento de grãos.

Nesse estágio, a planta reduz o crescimento vegetativo e passa a direcionar energia para a formação das espigas, consolidando seu potencial produtivo. Ao mesmo tempo, aumenta sua sensibilidade a fatores de estresse.

Sob o ponto de vista fisiológico, o período agora é de elevada demanda metabólica.

A planta intensifica a redistribuição de nutrientes e o envio de fotoassimilados para as espigas. Qualquer interferência nesse processo, mesmo que discreta, pode impactar negativamente o rendimento final.

Entre os principais fatores de risco, o estresse hídrico merece atenção especial.

“A fase de pendoamento do milho é muito sensível à falta de água, podendo reduzir drasticamente a produtividade”, alerta Isadora Sanchez, representante técnica de vendas da Satis na região de Rio Verde (GO).

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“A ausência de água prejudica a sincronia entre a liberação do pólen e a exposição dos estigmas. Associada a temperaturas elevadas, a seca pode comprometer diretamente o número de grãos formados”, explica.

A nutrição equilibrada também é decisiva nesse momento. Nutrientes como nitrogênio, fósforo e potássio são altamente demandados, acompanhando o pico metabólico da planta Deficiências nutricionais, mesmo pouco visíveis em campo, podem resultar em perdas relevantes ao final da safra

A Satis possui algumas soluções que contribuem para esse complemento como Vitaphol Nitro, produto à base de nitrogênio, elemento essencial requerido em maior quantidade pelas plantas; Vitaphol HSK que oferece uma combinação equilibrada de Potássio e Enxofre,  e o Sturdy, um fertilizante bioativador.

O manejo fitossanitário, por sua vez, ganha caráter estratégico. O monitoramento e controle de pragas, como pulgão-do-milho, lagarta-do-cartucho, lagarta-rosca e lagarta-da-espiga, e de doenças, a exemplo da ferrugem, cercosporiose e helmintosporiose, são essenciais para preservar a área foliar. A redução da área fotossinteticamente ativa compromete a produção de energia necessária para o enchimento dos grãos.

Diante desse cenário, a preservação do potencial produtivo depende de decisões técnicas bem fundamentadas. Ajustes na nutrição, acompanhamento constante da lavoura e controle eficiente de pragas e doenças são fundamentais para sustentar o desempenho até a colheita.

Mais do que nunca, este é o momento de intensificar o manejo e evitar a falsa sensação de que o resultado da safra já está garantido.

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Projeções

As principais regiões produtoras estão concentradas no Centro-Oeste, com destaque para Mato Grosso, responsável por cerca de um terço da produção nacional. Paraná, Goiás e Mato Grosso do Sul também ocupam posição importante, bem como Minas Gerais, Bahia e áreas produtoras de São Paulo.

Apesar do cenário mais conservador nas projeções de produtividade, o desempenho final ainda depende diretamente das condições climáticas. Fatores que podem, inclusive, levar a um resultado superior ao da safra passada.

Dados Conab indicam que a segunda safra do cereal está prevista em 109,1 milhões de toneladas, redução de 3,6% em relação ao volume obtido no ciclo anterior.

Publicado em 08/06/2026

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Patricia Amaral

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