
Convenção do PT levou seu único e exclusivo comandante, Lula, à reeleiçaõ, candidato pela oitava vez.
Fica algum legado?
O PT teria outro candidato?
Perguntas que não querem calar, embora haja respostas para ambas, e iguais.
Legado, nenhum.
Candidato nenhum.
Vejam o discurso:
“Bem, queridos companheiros. Eu estava dizendo que eu sinto saudades de algumas pessoas que começaram comigo. Mas no meu sindicato tem pouca gente viva da minha diretoria. Nem sei se está por aqui, o Djalma Souza Bom eu sei que continua militando no PT, é um companheiro que está com 80 e poucos anos, 85, 86 anos. Ele seria o presidente do meu sindicato se eu não pudesse ser. Mas como nós fomos cassados, ele também não pôde ser”.
Mas eu sinto saudade de pessoas como Antônio Cândido. Eu sinto saudades de pessoas como o Henfil. Eu sinto saudades de pessoas como o Betinho, de pessoas, sabe, que ajudaram a gente a construir este partido. Um companheiro como o Paulo Freire, nos ajudou muito a gente construiu esse partido. Tem muita gente. Como eu não tenho nome, eu tenho medo de esquecer, mas as pessoas foram muito importantes na minha vida. O companheiro Suplicy tá vivo, ele não morreu, pô. Ele está aqui na minha frente.
Muita gente ficou pelo caminho, muita gente. Eu, as vezes, lamento que essas pessoas não tenham visto, porque aquela ideia que nós tivemos nos anos 80, ajudou a construir o país.
Eu não falo as coisas para diminuir ninguém, mas eu conheço muito o mundo. E o PT, a essência do PT, é que o PT é um partido político em que ensinou a esquerda a viver democraticamente na diversidade.
Porque a esquerda não se conversava, João, você que é muito novo, a esquerda não conversava. Quando eu criei o Fórum de São Paulo em 90, é porque eu tinha ido por segundo turno com o Collor, e eu achei que a gente poderia educar a esquerda na América Latina através das eleições. Chamei toda a esquerda da América Latina para o hotel Danúbio, em São Paulo, em junho de 1990, para tentar dizer para toda a esquerda que a melhor via para a gente chegar ao poder não era da luta armada, era da organização do povo e da eleição direta e a gente participar do processo eleitoral.
E, assim, nós ganhamos vários países na América Latina. Quem é que não se lembra? Nós ganhamos no Chile, ganhamos no Equador, ganhamos na Venezuela, ganhamos no Uruguai, ganhamos vários países. Argentina, o Brasil. Pela democracia, disputando o voto. Sem matar ninguém e sem morrer ninguém. E a esquerda adotou. Ganhamos até El Salvador.
No PT, as pessoas não se conversavam. Eu não vou falar o nome das organizações aqui, porque não fica muito ruim, mas era duro. Então, a classe operária, liderada por pessoas como Olívio Dutra, Jacó Bittar, eu, Wagner -petroleiro de Pernambuco. A gente conseguiu criar um partido em que a maioria, a primeira direção do PT, é quase todo mundo sindicalista.”
E quase toda a esquerda revolucionária passou a trabalhar junto conosco e passou, mesmo divergindo, cada um continua com o seu jornalzinho, cada um continua com a sua tese revolucionária, mas todos acatam as decisões que o partido toma, porque o partido é o guarda-chuva que unificou toda essa esquerda….
– Veja mais em https://noticias.uol.com.br/eleicoes/2026/08/02/veja-integra-do-discurso-de-lula-na-convencao-que-oficializou-candidatura.ghtm?cmpid=copiaecola
Publicado em 03/08/2026



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