Brasil247 – História de
As desculpas sobre o “PowerPoint” de Andrea Sadi, exibido e comentado pelos jornalistas da GloboNews, não corrigem, a rigor, nada.
As desculpas apresentadas alguns dias depois são hipócritas e só agravam o erro inicial.
São uma segunda desinformação. Só vieram para dar a impressão de que existem padrões jornalísticos e éticos.
A regra, na verdade, é a manipulação.
Com as falsas desculpas, a Globo não quer que se veja o fato maior que ela mesma, sem querer, deixou à mostra com o PowerPoint.
Porque a mensagem original, exagerada e tosca como foi, carrega consigo uma verdade bruta: o índex dos alvos, o manual de redação que vale, não a peça de marketing para enganar o público.
O PowerPoint é o mais puro suco da Globo.
Sem disfarces, filtros, artifícios de equilíbrio ou objetividade. O puro suco da Globo é a desinformação.
Só que essa máquina de mentiras muitas vezes é camuflada.
O PowerPoint revelou o que ela produz antes de ser maquiada. Ele foi ao ar como nasceu, sem que a edição o limpasse e perfumasse.
Ninguém estranhou ou teve coragem de vetá-lo enquanto ela produzia aquele excremento informativo, que é a verdadeira matéria básica que regula as edições.
Quando ele foi ao público, gerou escândalo; os executivos da Globo perceberam que ele revelava demais das entranhas da máquina de mentiras.
Para isso, se lembraram da existência de “padrões”. Em nome deles, produziram as desculpas.

O PowerPoint caminhava originalmente segundo os verdadeiros padrões da mídia hegemônica: antes de tudo, a meta é criminalizar o presidente Lula, que tem o lugar de honra no PowerPoint, junto ao PT.
Nele desponta, claro, o outro inimigo do momento, o ministro do STF Alexandre de Moraes, em linha com o que faz toda a mídia hegemônica.
Sadi não mencionou exatamente quais foram os erros da Globo, quais foram as pessoas e partidos falsamente acusados.
O público fica sem ser informado sobre o que se salva daquele lixo informativo.
O PowerPoint que foi ao ar é precioso porque constitui uma prova evidente — evidente demais — de um processo editorial que tem prioridades; a maior delas é enviesar o processo das informações de forma a prejudicar aqueles que foram escolhidos como inimigos.
Toda a equipe do grupo Globo (e da mídia “profissional”) obedece a essa mesma diretiva, imposta à base de ameaças e medo generalizado.
Estrelas do colunismo global como Merval Pereira, Malu Gaspar, Elio Gaspari e Lauro Jardim estão aí para dar o exemplo.
Obrigado, Globo. Obrigado duplo pelas desculpas.
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.
Publicado em 24/03/2026


