JÓQUEI CLUBE

Jóquei Clube, abandono e disputa sem fim.

Jóquei Clube de Goiânia

 Alexandre Bittencourt 

A direção do Jóquei Clube vai recorrer contra a decisão da juíza Jussara Cristina Oliveira Louza, da 3ª Vara da Fazenda Pública Municipal e Registros Públicos, que permitiu à prefeitura avançar no processo de desapropriação do imóvel – que tem aproximadamente 22 mil metros quadrados e fica entre a rua 3 e a avenida Anhanguera, no centro da Capital.

Nessa decisão, a juíza julgou improcedente uma ação proposta pelo Jóquei que pedia a anulação do decreto municipal 2.807/2025, que declara a utilidade pública do terreno para fins de desapropriação.

Os representantes do clube denunciaram tentativa de “confisco disfarçado” e alegaram que o decreto tem irregularidades, entre as quais ausência de motivação e de interesse público específico, e violação ao princípio da justa e prévia indenização.

“Estamos preparando um recurso de apelação junto ao Tribunal de Justiça de Goiás, no qual argumentamos a existência de erros de formalização. Além disso, a decisão da juíza ocorreu sem instrução. Vamos levantar todos esses aspectos no recurso que estamos elaborando”, disse a presidente do Jóquei Clube de Goiás, Nívea de Paula.

Piscina do Jóquei Clube de Goiânia (Foto: Foto: Eurípedes Afonso da Silva Neto)

Piscina do Jóquei Clube de Goiânia (Foto: Foto: Eurípedes Afonso da Silva Neto)

Jóquei Clube: divergência quanto ao valor da indenização

Nívea ressalta que a sentença diz respeito apenas à validade do decreto editado pela prefeitura, e não representa a conclusão do processo de desapropriação do imóvel.

“O que existe é uma decisão favorável quanto à legalidade do decreto. A segunda ação proposta pela Prefeitura de Goiânia, aquela de determinação do valor da indenização, continua a correr, e enquanto não houver uma solução definitiva esse processo da desapropriação não estará concluído”, disse.

“Discordamos do critério utilizado pela prefeitura, que divulgou o valor final da indenização a partir de um montante no qual há um cálculo de depreciação de R$ 26 milhões”, afirmou.

A direção do Jóquei explicou que o próprio município avaliou o imóvel em R$ 81 milhões, mas depois depreciou R$ 26 milhões do valor da construção. E o clube não aceitou a depreciação.

Publicado em 31/07/2026

 

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Patricia Amaral

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