
Goiás registrou crescimento nos quatro grandes segmentos da indústria em julho de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. A expansão alcançou a indústria extrativa, a transformação, os serviços industriais de utilidade pública e a construção. No conjunto, a atividade industrial goiana avançou 4,6%, segundo estimativa do Instituto Mauro Borges de Pesquisa e Política Econômica (IMB), apresentada no boletim do Produto Interno Bruto (PIB) mensal disponibilizado em setembro.
A indústria extrativa apresentou a maior alta, de 24,5%. Na sequência, aparecem a indústria de transformação, que reúne as atividades de fabricação, com crescimento de 5,5%, e os serviços industriais de utilidade pública, com 4,3%. A construção também encerrou o mês em expansão, com avanço de 1,3%. O desempenho também foi favorável na comparação com o mês imediatamente anterior. Entre junho e julho, a indústria goiana cresceu 1%, descontados os efeitos sazonais, que são oscilações associadas a características recorrentes de cada período do ano. Com o resultado, o setor acumulou expansão de 2,9% de janeiro a julho e de 2,6% nos últimos 12 meses.
O avanço ocorre em um Estado que mantém instrumentos de incentivo à implantação e à expansão de empreendimentos industriais. Entre eles está o Programa de Desenvolvimento Regional (ProGoiás), administrado pela Secretaria da Economia. A iniciativa oferece crédito outorgado de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para estabelecimentos industriais interessados em investir em implantação, ampliação e revitalização de suas unidades em território goiano.
O programa vincula o benefício a uma contrapartida de investimento. Segundo a Secretaria da Economia, os investimentos previstos devem corresponder a, no mínimo, 15% do crédito outorgado estimado para os primeiros 36 meses de utilização do incentivo. Dessa forma, a política estadual estabelece uma relação entre o benefício tributário concedido e os projetos de investimento apresentados pelas empresas.
A expansão industrial integra um cenário de geração de empregos com carteira assinada em Goiás. Dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, mostram que o estado acumulou saldo de 47.285 novos postos entre janeiro e julho de 2026. O resultado corresponde à diferença entre 620.015 admissões e 572.730 desligamentos no período. O saldo representa crescimento de 3,07% no estoque de empregos formais do estado e abrange o conjunto das atividades econômicas. Somente em julho, Goiás registrou 3.581 postos adicionais.
Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás
Publicado em 16/10/2026



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