
Por Redação do ge — Zurique, Suíça
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, convocou uma reunião com funcionários de alto escalão da entidade em meio à crise dos últimos dias.
De acordo com veículos europeus como a “Sky Sports” e o “The Times”, Infantino se encontrará com lideranças nesta quarta-feira, em Rabat, no Marrocos.
Os temas que serão abordados no encontro ainda não estão confirmados, mas a reunião surge depois de vir à tona a notícia de que o presidente perdeu apoio de alguns funcionários importantes após divulgar o plano de venda de ações para investidores privados.
A ideia imediatamente enfrentou grande resistência e foi criticada duramente por dirigentes do futebol mundial – principalmente a Uefa, confederação que reúne as associações da Europa. A entidade europeia defende, agora, uma mudança na presidência da Fifa, deixando Infantino sob forte pressão.
Gianni Infantino foi visto no Marrocos na semana passada, participando de celebrações do Dia do Trono, que exalta a data na qual o rei Mohammed VI assumiu o posto, há 27 anos. O país africano, que será uma das sedes da Copa do Mundo de 2030, é visto como um aliado importante do presidente da Fifa.
Entenda o caso
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, saiu em três dias de todo-poderoso do futebol mundial a dirigente na berlinda na presidência da Fifa.
O plano de criar a empresa Fifa Foward Enterprise (FFE) para a venda de ações a investidores privados fracassou rapidamente, e Infantino vive seu momento mais pressionado desde que assumiu o cargo.
A ideia de Infantino era criar a Fifa Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária com controle majoritário da Fifa e participações minoritárias de investidores.

A companhia ficaria responsável por consolidar as operações das principais competições organizadas pela entidade, como a Copa do Mundo e a Copa do Mundo de Clubes. O objetivo era arrecadar até 4,2 bilhões de dólares (R$ 21,5 bilhões).
A Uefa foi a primeira a se posicionar contra e anunciou que os 55 representantes boicotariam competições futuras promovidas pela Fifa enquanto a ideia não fosse cancelada.
A Concacaf, que reúne países das Américas do Norte e Central e Caribe, e a Confederação Asiática de Futebol (AFC) também reprovaram a medida em notas oficiais.
Publicado em 04/08/2026






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