
“Critério é meu, eu decido”!
Dependendo do time que está em campo, o critério, se é que existe, é um, mas dependendo, é “meu”…
Essa é a triste mas real existência do, para muitos, famigerado VAR, para outros, a salvação do futebol, especificamente.
No jogo Paysandu 0x2 Vasco, aconteceu do novo, ou novamente, como queiram.
A CBF divulgou a análise do VAR no lance que resultou na anulação de um gol do Vasco pela Copa do Brasil.
A conversa entre a árbitra de vídeo Daiane Muniz e o árbitro de campo Ramon Abatti Abel detalha a análise da jogada e a decisão final por falta do atacante Brenner. O time carioca venceu fora de casa por 2 a 0.
Inicialmente, a equipe do VAR descarta um possível toque de mão de Puma Rodríguez na origem da jogada e direciona a revisão para a disputa entre o atacante Brenner e o zagueiro Bruno, do Paysandu.
Com o auxílio de diferentes ângulos e velocidades, Daiane identifica um puxão na camisa do defensor, destacando o impacto direto na jogada.
Durante a comunicação, a árbitra recomenda a revisão ao árbitro de campo e explica a infração observada:
— Ramon, eu te recomendo uma revisão para possível falta do jogador atacante, tá? Te recomendo uma revisão para possível falta do jogador atacante. Ele, com a mão esquerda… Ramon, a partir deste momento, eu quero te mostrar que ele, com a mão esquerda, está puxando, está segurando a camisa do defensor em todo momento, tá? Enquanto o defensor tenta buscar espaço com a mão direita. Pode ir. Atenção na camisa dele, tá? Ele é deslocado com esse puxão.

Ou seja, árbitros cada vez menos atuantes, com cada vez menos responsabilidade, e VAR comandando o futebol, essa é a realidade, infelizmente, a força do palpite e “interpretação”, sobre a omissão e do receio.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2026/L/s/BzegHCQYKrVr7I6MRbuw/agif26042123332531.jpg)
Após revisar as imagens no monitor, Ramon Abatti Abel concorda com a avaliação e confirma a infração:
— Ok. O jogador atacante puxa e comete a falta. Puxa a camisa claramente. Perfeito. Ok, ele puxa o zagueiro e derruba. Ok, vou voltar com falta.
Com base na análise, o árbitro marca falta ofensiva na origem da jogada, anulando o gol.
Pergunta: qual seria o critério a ser adotado, caso tivesse sido a favor de outra equipe? Não se sabe, porque critérios não existem.
Publicado em 22/04/2026



Add Comment