
Estadão – Pedro Lima
A porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos Amanda Roberson afirmou que a decisão de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras dificilmente será revertida.
Em entrevista à Estadão/Broadcast, Roberson negou que a decisão tenha sido influenciada por pedidos feitos por políticos brasileiros, incluindo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Segundo ela, a medida resulta de um processo interno conduzido pelo governo do presidente Donald Trump desde o início do mandato e não implicará em ações militares nem sanções contra empresas sem vínculo com as facções.

Amanda afirmou que :
- “normalmente designações deste tipo não são revertidas”, ao ser questionada sobre a possibilidade de retirada futura da classificação. De acordo com ela, as autoridades americanas seguem monitorando a situação, mas o objetivo do governo é “eliminar estes dois grupos” e suas operações nos Estados Unidos, no Brasil e em outros países.
-
A declaração ocorre um dia após o secretário de Estado americano, Marco Rubio, anunciar a inclusão das duas facções brasileiras na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs, na sigla em inglês). A medida entrará em vigor em 5 de junho.
Amanda afirmou que a decisão não foi tomada em resposta a pedidos recentes de integrantes da família Bolsonaro, apesar de Flávio Bolsonaro ter defendido publicamente a medida após reuniões nesta semana com Trump e integrantes do governo americano.
Publicado em 30/05/2026




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