RFI
Em primeiro discurso como presidente, novo chefe de Estado rompe com a política de “paz total” de Gustavo Petro e promete fortalecer o combate militar às organizações armadas
Pedro Pannunzio, especial de Cali para a RFI
Diante de centenas de militares das Forças Armadas colombianas reunidos em uma base militar em Cali, Abelardo de La Espriella, em seu primeiro discurso como presidente da Colômbia, afirmou que o combate ao que classificou como “narcoterrorismo” estará no centro das suas ações durante os próximos quatro anos de seu governo.
“A opção do diálogo está esgotada”, afirmou, sinalizando o fim da estratégia de negociação com grupos armados que passou a orientar a política de segurança colombiana a partir do acordo de paz firmado com as FARC, em 2016, durante o governo de Juan Manuel Santos.
Fim da “paz total” de Petro
A declaração também representa uma ruptura com a política adotada por seu antecessor, Gustavo Petro, primeiro presidente de esquerda da história do país, que tentou ampliar essa estratégia por meio da chamada “paz total”.
O fracasso das negociações com diferentes grupos armados e a deterioração da segurança em diversas regiões se tornaram uma das principais marcas negativas da gestão Petro.
De La Espriella afirmou que uma das primeiras ações de seu governo será classificar grupos como narcoterroristas “com o objetivo de dotar as gloriosas forças de segurança dos instrumentos necessários para o combate frontal ao crime”.
O novo presidente disse que divulgará uma lista com as organizações enquadradas nessa categoria, mas não detalhou quais critérios serão adotados para essa classificação.
Publicado em 08/08/2026



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