
A combinação entre baixa umidade do ar, temperaturas mais amenas e maior circulação de vírus, característica desta época do ano, favorece o agravamento de doenças respiratórias como rinite, sinusite, asma e bronquite.
O alerta é da pneumologista Adria Santana, do Centro Estadual de Atenção Prolongada e Casa de Apoio Condomínio Solidariedade (CEAP-SOL), unidade da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) gerida pelo Instituto Sócrates Guanaes (ISG).
Segundo a especialista, o principal impacto do período seco é o ressecamento das mucosas do nariz, da boca e das vias respiratórias, o que pode provocar tosse seca, irritação na garganta, coriza, congestão nasal e até sangramentos.
“O inverno goiano é marcado principalmente pela queda da umidade do ar. Isso resseca as vias respiratórias e aumenta as chances de agravamento de doenças como rinite, sinusite e asma”, explica.
Crianças, idosos, pessoas imunossuprimidas e pacientes com doenças respiratórias crônicas estão entre os grupos mais vulneráveis.

Para reduzir os impactos do clima seco, a médica recomenda reforçar a hidratação e manter hábitos que contribuam para a saúde respiratória.
“A hidratação oral é fundamental. O ideal é ingerir entre dois e três litros de líquidos por dia”, orienta.
A especialista também destaca a importância da higiene nasal com soro fisiológico.
“A lavagem nasal ajuda a manter as vias respiratórias limpas e hidratadas, reduzindo o desconforto causado pelo ressecamento.
” A lavagem nasal pode ser feita diariamente, mesmo por pessoas sem sintomas respiratórios. Já nos casos de congestão intensa ou excesso de secreção, a lavagem de alto volume, realizada com garrafinhas próprias, costuma apresentar melhores resultados. Também existem opções em spray, jato contínuo e conta-gotas para crianças pequenas.
Pequenos cuidados diários
O uso de umidificadores também pode ser um aliado durante a estiagem, desde que utilizado corretamente. “O aparelho deve ser sempre higienizado e não precisa permanecer ligado durante toda a noite. O excesso de umidade pode favorecer o aparecimento de mofo e acabar agravando problemas respiratórios”, alerta.

A orientação é ligar o equipamento algumas horas antes de dormir, com o ambiente fechado, e desligá-lo na hora de se deitar. Para quem não possui umidificador, toalhas úmidas espalhadas pelo ambiente podem ajudar a amenizar o ressecamento do ar.
Além da hidratação e da umidificação adequada dos ambientes, Adria Almeida recomenda evitar atividades físicas nos horários em que a umidade do ar está muito baixa e em locais com grande concentração de poeira e poluição.
“Quando a umidade está baixa, as partículas de poeira e poluentes permanecem mais tempo suspensas no ar, aumentando a irritação das vias respiratórias. Também é importante utilizar máscaras em ambientes fechados e com grande circulação de pessoas, principalmente se houver sintomas respiratórios”, afirma.
A especialista orienta ainda que pacientes com doenças respiratórias mantenham acompanhamento médico regular e procurem atendimento diante de sinais como falta de ar, tosse intensa ou agravamento dos sintomas.
“Quem já possui doenças respiratórias deve ficar atento a qualquer piora do quadro. Em casos de falta de ar, tosse persistente ou dificuldade para realizar atividades do dia a dia, é importante procurar assistência médica”, finaliza.
Sobre o CEAP-SOL
O Centro Estadual de Atenção Prolongada e Casa de Apoio Condomínio Solidariedade (CEAP-SOL) foi fundado em 1995, inicialmente voltado ao acolhimento de Pessoas Vivendo com HIV/Aids (PVHA). Posteriormente ampliou sua atuação para o atendimento de outras doenças infectocontagiosas. A unidade, que detém a certificação máxima de Acreditação Hospitalar ONA 3 oferece cuidados integrados, que abrangem hospedagem temporária, internação hospitalar de longa permanência e atendimento ambulatorial especializado.
Comunicação Centro Estadual de Atenção Prolongada e Casa de Apoio Condomínio Solidariedade (CEAP-SOL)
Publicado em 12/06/2026



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