PÂNCREAS

Câncer: resultado de terapia-alvo, esperança para cura do tumor.

O câncer de pâncreas é uma das doenças oncológicas mais letais. Sua capacidade de disseminação precoce e a falta de sintomas nos estágios iniciais contribuem para o diagnóstico tardio e a alta taxa de mortalidade.

Além disso, apresenta resistência significativa à quimioterapia e à imunoterapia, resultando em sobrevida global ainda limitada em pacientes com doença avançada.

Um estudo de fase 3 divulgado, demonstrou que uma nova terapia-alvo reduziu em 60% o risco de morte e aumentou a sobrevida para 13,2 meses em pacientes com adenocarcinoma ductal pancreático metastático previamente tratados.

No grupo tratado com quimioterapia padrão, a sobrevida foi de 6,7 meses.

A doença é difícil de tratar porque apresenta resistência aos tratamentos convencionais, como quimioterapia e imunoterapia.

“O medicamento daraxonrasib é a primeira terapia-alvo eficaz em larga escala no câncer de pâncreas.

Esses resultados podem redefinir o tratamento após a quimioterapia e abrir caminhos para combinações futuras”, afirma o médico João Fogacci, da Oncologia D’Or.

O medicamento foi desenvolvido pela empresa Revolution Medicines, responsável pelo estudo RASolute 302, divulgado hoje.

O câncer de pâncreas é o nono tumor mais comum no Brasil, excluindo o câncer de pele não melanoma.

Para este ano, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima 13.240 novos casos.

Em 2023, foram registrados 13.507 óbitos pela doença, que tem entre os principais fatores de risco a idade avançada, a obesidade, o tabagismo, o consumo de álcool, a diabetes e a pancreatites, entre outros.

Publicado em 01/05/2026

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Patricia Amaral