Ge – Por Cahê Mota — Boston, Estados Unidos
Atuando com um a mais desde os nove minutos do segundo tempo, o Brasil perdeu para a França, por 2 a 1, em Boston, nos Estados Unidos, no primeiro de dois amistosos desta Data Fifa de março. Mbappé abriu o placar aos 31 minutos do primeiro tempo, com o companheiro Dembélé se aproveitando do erro de passe brasileiro, e Ekitiké ampliou aos 19 do segundo tempo.
Bremer, com a defesa modificada para a partida, até diminuiu o placar aos 32, em lance construído com Danilo, Casemiro e Luiz Henrique após cobrança de falta, mas sem conseguir mudar o resultado.
Um duelo com cara de final de Copa Intercontinental. Essa talvez seja a melhor definição do que se viu em Boston na derrota do Brasil para a França.
A Seleção ate teve seus momentos, mas em campo se mostrou um time ciente de suas limitações diante de um rival imponente e que controlou a maior parte do jogo.

O gol de Ekitiké em saída francesa organizada por Olise é um retrato desta analogia.
Mesmo com um jogador a menos, os franceses precisaram de pouco para acelerar e matar o jogo quando o Brasil esboçou uma pressão. Ao ponto de trocar peças, tirar seus principais jogadores e seguir dando a impressão de igualdade numérica apesar do 11 x 10.
É verdade que a França terminou o jogo com cartões amarelos por cera. É verdade que o Brasil teve 17 finalizações. É verdade que faltaram poucos centímetros para Igor Thiago ou Vini Júnior empatarem o jogo nos acréscimos.

Mas o torcedor brasileiro precisa refletir a 75 dias da Copa:
O Brasil até teve humildade para reconhecer que a França vive um momento melhor, uma realidade mais consistente, e adotou uma postura mais conservadora. Bola para os adversários, marcação baixa, e aposta na velocidade dos atacantes em transições rápidas.
Até deu certo em momentos onde Vini, Martinelli e Raphinha foram acionados em velocidade, mas nada muito claro. O problema é que a França ganhou campo, ganhou confiança e ditou o ritmo de jogo em uma entrada da área com liberdade.
Ancelotti precisa ajustar a ocupação de espaços ou seguirá como um cobertor curto. Casemiro e Andrey Santos estão sempre em inferioridade no setor, Matheus Cunha acaba sacrificado para cobrir o campo, e a impressão é o Brasil tanto ataca como defende com menos gente que os adversários.
Nessa realidade, Casemiro perdeu a bola e a defesa estava exposta para um passe perfeito de Tchouameni e gol de Mbappe. Justo para o que foi o primeiro tempo.
Nessa realidade, Casemiro perdeu a bola e a defesa estava exposta para um passe perfeito de Tchouameni e gol de Mbappe. Justo para o que foi o primeiro tempo.
Na volta do intervalo, Luiz Henrique conseguiu dar vida ao Brasil. Destemido, enlouqueceu a defesa francesa, protagonizou os melhores momentos da Seleção, e deu esperança alavancada com a expulsão de Upamecano por falta em Wesley. Ilusão que durou 10 minutos contados
Publicado em 27/03/2026







