Revista Forum – História de
Alexandre de Moraes está sob tiros por suas ligações com o master-gangster Daniel Vorcaro.
É necessário que se explique.
A sanha acusatória a que está sendo submetido, contudo, não pode obnubilar a correção com que conduziu o processo que condenou golpistas da democracia, tampouco a republicana ousadia com que presidiu o Tribunal Superior Eleitoral na última eleição presidencial, já anunciada em seu discurso de posse, a 16 de agosto de 2022.
Ontem, 12 de maio de 2026, o Brasil viu assumir o TSE um ministro cheio de dedos e useiro das mais brandas platitudes.
As afirmações “ponderadas”, “equilibradas” de Kássio Nunes Marques não servem a uma realidade em que de um lado encontram-se notórios golpistas, inimigos da democracia sempre a postos para destruí-la.
O magistrado empossado defendeu de modo piegas a “liberdade de expressão”, exatamente como fazem aqueles que se escudam no termo para cometer crimes de ódio em palanques e redes sociais.

Eis algumas das platitudes de Nunes Marques:
“Devemos atuar com independência, equilíbrio e prudência, sem omissão diante de ameaças concretas ao processo democrático. Mas também sem incorrer em excessos incompatíveis com o Estado Democrático de Direito.”
“O combate a abusos no ambiente informacional não pode resultar em prejuízo à livre manifestação do pensamento.”
“Todo poder emana do povo.”
O novo presidente do TSE disse o que ninguém se negaria a dizer, nem mesmo os golpistas de plantão. Faltou explicar se o conceito de “livre manifestação de pensamento” inclui exaltações ao nazismo, estímulos a ataques contra instituições da República, fake news assassinando reputações de figuras públicas e outras práticas assemelhadas.
Nunes Marques, enfim, passou a imagem de um presidente, digamos, ponderado-condescendente.
Publicado em 14/05/2026






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