
O idioma pátrio foi ferido de morte desde que Dilma Russef (valha-me Deus), assumiu a presidência da República. Principal produtora de material para o verdadeiro Festival de Besteiras que Assola o país, Dilma preparou o povo para o que viria a seguir: escárnio com a língua pátria, desprezo pelo vernáculo, obscurantismo político. Terra apropriada para crescimento da esquerda no Brasil.
Com a frase: o presidente não quer “as forças Armadas nas favelas brigando com bandido”, disse o G1, Lula encerra a discussão sobre apoiar o governo do Rio de Janeiro no combate ao Comando Vermelho, grupo terrorista que domina o Estado mais visitado do Brasil. Lula não quer FA brigando com bandidos? Nem eu. E você, quer?
As Forças Armadas são, via-de-regra, instituições regulares e permanentes de um país. Regulares, porque são mantidas sob regras legais bem definidas e permanentes porque não se desarticulam durante tempos de paz. Entre suas missões, destacam-se termos como defesa e combate. Defesa, diz respeito à manutenção daintegridade funcional interna e externa da estrutura física que garante o bom funcionamento do país. Já Combate está ligado à capacidade estrutural da Força para resistir ou neutralizar inimigos reais que ameaçam a independência, soberania e liberdade nacional. Note que combate não pode ser confundido com briga. Regular que é, a Força Armada jamais lutará por interesse próprio, senão em nome dos cidadãos que defende. Tão pouco combaterá de forma desleal ou ilegal. Já a briga…
Briga está mais ligada ao linguajar informal. Em que pese ter semelhança com o combate, quando referindo-se ao esforço físico e material para subjugar um detrator, a briga nem sempre atende o requisito de regularidade.
Exemplo: Facções criminosas podem brigar por territórios, sem que haja qualquer traço de legalidade nisto. Crianças brigam na escola, sabe-se Deus por qual motivo. Casais e vizinhos podem brigar. Mas uma força armada regular e permanente, nunca briga com ninguém. Primeiro, porque não defende interesse próprio. Segundo, porque em nenhuma circunstânciadeverá agir ilegalmente. Por isto, exércitos regulares jamais poderão ser comparados com grupos terroristas, ou criminosos: um, está preso à lei. O outro, age às margens dela.
RAPIDINHA: De novo, vou dizer o que disse semana passada: a fala de Lula não é inocente. Uma semana depois de dizer que “traficante é vítima do usuário”, Lula diz que não quer Força armada BRIGANDO com traficante. Discreto assim, ele pareceu correto ao ouvinte descuidado: quem quer Exército brigando com traficante? Logo, parece correto o presidente se recusar a ajudar o Estado do Rio de Janeiro. Não é. O papel das Forças Armadas é, primordialmente, garantir a soberania de um povo. Logo, se um inimigo, seja interno ou externo,ameaça cidadãos de bem, elas precisam atuar. Ainda mais quando convocada pelo governo local, como fez o governador do Rio de Janeiro. Mas há um impacto ainda pior na fala do Lula: quando usa a palavra brigando para atuação das Forças Armadas, ele está colocando a tropa no nível do crime. O criminoso, vítima do usuário, agora não pode ser exposto à força de um Exército, frágil que é o criminoso. Com a fala de Lula, não foi o crime que ganhou status de exército. Foi o exército que ganhou status de facção criminosa. E com estes discursos canhestros, fica impossível não pensar: se as instituições são equiparadas ao crime, quem governa o Brasil hoje é…? Pense você mesmo
Avelar Lopes de Viveiros – Cel PM RRVELAR LOPES DE VIVEIROS – CEL PM RR – Especialista em Segurança
Publicado em 05/11/2025






