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Por Adriano Albuquerque — Santa Clara, EUA
O campeão oficial foi o Seattle Seahawks, mas um jogo que só tomou corpo no último quarto acabou ofuscado por um show energético, contagiante e com uma mensagem direta: a América não se resume aos Estados Unidos.
Ver as bandeiras de 35 países (e mais alguns territórios dependentes) das três Américas entrando juntas em campo, com alegria e imposição, foi empoderador.
Feito o aparte: esta ainda é uma página de esportes.
Você vai ler análises muito mais detalhadas do show nas editorias de cultura. Aqui, o assunto é o jogo no Levi’s Stadium no domingo (8).
Um jogo que, apesar dos pesares, teve jogadas empolgantes, duelo tático e, principalmente, uma lição parecida à do show do intervalo, que precisa ser lembrada de tempos em tempos: o futebol americano é muito mais do que um duelo de quarterbacks.
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Quarterback Drake Maye no Super Bowl LX, entre Patriots e Seahawks — Foto: Carlos Barria/Reuters
O mito do quarterback
Olha, aqui eu faço uma mea-culpa da minha classe.
A imprensa trabalha com narrativas — calcadas em fatos, dados, apuração — porque são elas que ajudam o público a se conectar e entender o que acontece.
E, em um mundo em que o culto à personalidade é parte do nosso comportamento de massa, colocar o foco no quarterback ao falar de futebol americano é um movimento natural.
É dele a responsabilidade de comandar o ataque, decifrar defesas em tempo real e mover a bola até a endzone.
São os “generais” na lógica militarista do esporte.
Publicado em 10/02/2026






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