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Sexta no Mundial, Ana Marcela desabafa e deixa aposentadoria no ar: ”Não sei se terei outra chance”.

Ana Marcela Cunha (de pé) cumprimenta a monegasca Lisa Pou, que foi medalhista de bronze — Foto: Maddie Meyer/Getty Images

Ana Marcela Cunha (de pé) cumprimenta a monegasca Lisa Pou, que foi medalhista de bronze — Foto: Maddie Meyer/Getty Imagens

Ge – Por Filipe Cury — Singapura

Um dos maiores nomes do esporte olímpico brasileiro em todos os tempos, Ana Marcela Cunha sempre que entra em uma competição carrega consigo a expectativa de um grande resultado. Assim, ela não escondeu a frustração com o sexto lugar obtido nas águas abertas, nesta quarta-feira, nos 10km do Mundial de Esportes Aquáticos, em Singapura.

Campeã olímpica em Tóquio 2020, Ana criticou a organização por ter adiado a prova por duas vezes e deixou no ar a possibilidade de aposentadoria. Dona de 16 medalhas no Mundial disputado a cada dois anos, a nadadora de 33 anos abriu o coração e desabafou. Ela buscava o primeiro ouro nos 10km, a única prova de águas abertas que faz parte do programa olímpico. A baiana fechou com o tempo de 2h09s21, pouco menos de dois minutos atrás da ganhadora, a australiana Moesha Johnson, que bateu em 2h07s51.

– Óbvio que a gente treina e faz tudo para que seja não só pódio, mas brigar pelo primeiro lugar. Sempre foi um sonho ganhar essa medalha de primeiro nos 10km, ainda não foi e não sei se terei outra chance. Quando eu bati ali, foi um alívio, sabe? A gente está há 36 horas (esperando), parece que é uma brincadeira até com os próprios atletas. Primeiro a preocupação era o calor, a água quente. E depois, do nada, a água com qualidade a desejar – afirmou Ana, que ainda disputará, nesta quinta a prova de 5km, e no próximo sábado, o revezamento misto 4x1500m.

Publicado em 16/07/2025