RAIO

Registrados no Brasil queda de 77,8 milhões de raios por ano, com bovinos sendo atingidos.

Vídeo mostra momento em que raio cai e deixa feridos durante ato em Brasília

Fabricio Moretti Goiânia, GO – Mais Goiás

Brasil registra cerca de 77,8 milhões de raios por ano, liderando com folga o ranking mundial de descargas elétricas, e os efeitos desse fenômeno vão além da meteorologia: quase 3 mil bovinos morreram na última década após serem atingidos por raios em áreas rurais. Os dados reforçam o impacto direto das tempestades elétricas tanto na segurança da população quanto na economia do campo.

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o território brasileiro concentra, em média, mais de 78 milhões de descargas atmosféricas por ano, o que equivale a cerca de oito mil raios por minuto. O país mantém a liderança isolada nesse ranking por causa de sua posição geográfica, já que é o maior território situado na zona tropical do planeta, região marcada por calor intenso e alta umidade — combinação ideal para a formação de nuvens de tempestade.

Segundo o coordenador do Inpe, Osmar Pinto Junior, esse cenário tende a se agravar. Projeções indicam que o número de raios no Brasil pode chegar a 100 milhões de ocorrências anuais até 2100, com a região Norte concentrando o maior volume de descargas.

A força de um raio

Um raio possui uma intensidade extrema. Para efeito de comparação, uma descarga elétrica atmosférica é cerca de mil vezes mais potente que um chuveiro elétrico. A corrente pode ultrapassar os 30 mil ampères e percorrer distâncias de até 5 quilômetros, energia suficiente para causar danos severos a pessoas, animais e estruturas urbanas.

Quando atinge o corpo humano, a eletricidade percorre tecidos, nervos e vasos sanguíneos, afetando vários sistemas simultaneamente. Dados do Ministério da Saúde indicam que a chance de sobrevivência em casos de atingimento direto por raio é de apenas 2%.

Também há risco por meio das correntes elétricas que se propagam pelo solo, conhecidas como “tensão de passo”.

Publicado em 28/01/2026

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Patricia Amaral