Conhecida pelo seu sabor único, à base de peixe ou frutos do mar e especiarias, a moqueca tem origem na peixada portuguesa, que foi enriquecida com ingredientes da culinária africana com toques indígenas ao chegar ao Brasil em 1500.
Em terras brasileiras, ela conquistou espaço e passou a ter variações. A versão baiana foi especialmente influenciada pela cultura africana, já que Salvador foi um dos principais portos de desembarque de escravos africanos no século XVI. Por isso, além de peixe, suco de limão, colorau, cebolas, cebolinha verde, tomate, alho, pimenta e coentro, ela também leva pimentão, leite de coco e azeite de dendê.
Registros históricos indicam que o dendezeiro, de onde se extrai o azeite de dendê e um dos ingredientes da moqueca baiana, foi trazido da África para o Brasil durante o período da escravidão, junto com outras plantas e sementes. Temperos como a pimenta malagueta, também originários do continente africano, foram incorporados ao prato.
Já entre os peixes mais usados no prato estão dourado, cação, garoupa, robalo, namorado e badejo, além de frutos do mar, como o camarão.
Moqueca capixaba
A moqueca capixaba, diferentemente da moqueca baiana, é preparada com azeite de oliva (e não azeite de dendê), e leva tomate, cebola, coentro e urucum, este último responsável por trazer a cor ao prato. O urucum, assim como os demais ingredientes, faz referência à cultura indígena. Além disso, a moqueca capixaba não leva leite de coco e pimentão como a versão baiana, e é preparada em panelas de barro especiais, feitas pelas paneleiras de Vitória (ES).
Publicado em 24/03/2025
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