CFM

Mais um escárnio: o super poderoso Ministro Alexandre de Moraes intervém em entidade privada dos médicos, por ela cumprir seu papel.

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OPINIÃO DE PRIMEIRA – Primeira critica STF: decisão contra CFM gera reação

Newsrondonia – História de Sergio Pires 

Não há, fora o STF e principalmente o superhipertriministro Alexandre de Moraes, qualquer outro poder mais forte no país.

Com decisões que cada vez mais contrariam as leis vigentes e a Constituição, Moraes agora se arvora no pleno direito de intervenção em entidades privadas, como o é o Conselho Federal de Medicina.

A maior entidade médica do país, que reúne em torno de 650 mil profissionais (e só eles tinham o direito de decisões técnicas sobre a Medicina), agora está sob intervenção (porque não há outro termo) do maior mandatário do país.

O CFM, surpreso com decisões desumanas dos médicos da Polícia Federal, que negaram atendimento especial e internação ao ex-Presidente Jair Bolsonaro, mesmo depois de ele ter caído da cama e com suspeito de danos sérios, anunciou a abertura de uma sindicância, medida legal e dentro das suas atribuições, para investigar tais decisões.

Alexandre de Moraes, com decisão monocrática, caracterizando mais uma vez a ditadura do Judiciário da qual ele é o maior representante, sem base que advogados e especialistas conheçam na legislação ou na Constituição, não só impediu a sindicância, como deu dez dias para que a Polícia Federal ouça o depoimento do rondoniense Hiran Gallo, presidente do CFM, como se ele tivesse cometido algum crime, por cumprir determinações do organismo que preside.

Quem é o presidente do Conselho Federal de Medicina que será ouvido pela PF  a pedido

É inacreditável o que está acontecendo no nosso país. Qualquer menção, qualquer decisão, qualquer crítica ao poder central e à ditadura da toga, coloca autoridades de todos os naipes e cidadãos comuns sob o tacão de decisões estapafúrdias, como se nosso país não tivesse suas leis e sua Constituição que, aliás, deveria ser protegida por Moraes e seus colegas de Supremo.

Calem-se os que não rezam pela cartilha ditatorial, porque se não o fizerem, estarão sujeitos a decisões inacreditáveis como esta. Que, aliás, é apenas uma sequência da série de absurdos ideológicos e políticos/partidários que têm sido tomadas pelo nosso Judiciário, e não só nos tribunais superiores.

Felizmente, em Rondônia, isso não acontece. Mas os exemplos da ditadura da toga são comuns, hoje, em todas as regiões do país.

Hiran Gallo é um rondoniense da melhor estirpe e um brasileiro de valor.

Comanda uma entidade com o maior número de associados da América Latina.

Tem feito um trabalho excepcional em defesa da Medicina e dos pacientes.

Pode tudo, menos defender um ancião doente, só porque ele é inimigo deste Governo e dos seus aliados no STF.

Agora, está na alça de mira do poderoso Moraes, cada vez mais poderoso e cada vez com menos medo de sofrer impeachment pelo Senado acovardado.

Pobre Brasil!

Publicado em 09/01/2025

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Patricia Amaral