
Sensação de aperto no peito, dificuldade para respirar, sudorese e palpitações intensas.
Esses sinais, que muitas vezes despertam o medo de um infarto, também podem estar ligados a uma crise de ansiedade.
Como os sintomas se assemelham, não é raro que as duas situações sejam confundidas, o que pode atrasar a busca por atendimento e submeter a saúde em um risco ainda maior.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil lidera o ranking mundial de prevalência de transtornos de ansiedade.
Ao mesmo tempo, as doenças cardiovasculares seguem entre as principais causas de morte no país, somando 237.213 óbitos, segundo o Ministério da Saúde. Entre as enfermidades mais letais está o infarto agudo do miocárdio, com 56.096 casos no ano passado.
Segundo o cardiologista Dr. Henrique Furtado, é essencial que as pessoas aprendam a reconhecer os sinais do corpo e procurem ajuda médica diante de qualquer suspeita.
“Os sintomas de um infarto e de uma crise de ansiedade podem ser parecidos, mas o risco de ignorar uma dor no peito é muito grande. Só uma avaliação médica e exames específicos podem confirmar o diagnóstico e indicar o tratamento adequado”, alerta o especialista.
O médico explica que, embora o ataque de pânico costume estar relacionado a um pico de estresse e geralmente passe após alguns minutos, o infarto tende a provocar dor torácica persistente, que pode irradiar para o braço esquerdo, pescoço ou mandíbula. Outros sinais que indicam urgência são suor frio, náusea, falta de ar e sensação de desmaio.
No entanto, especialmente nos casos de pessoas que nunca tiveram um episódio de ataque de pânico, a orientação é uma só. “O mais seguro é procurar atendimento de emergência. Tentar diferenciar sozinho pode custar tempo precioso em casos de infarto, o que pode até impedir o salvamento de uma vida”, reforçou o Dr. Henrique.
Crises de ansiedade também podem afetar diretamente o coração.
Alterações emocionais intensas provocam reações químicas no organismo que interferem na pressão arterial e no ritmo cardíaco.
Quando essas crises se tornam frequentes, podem contribuir para o surgimento de problemas crônicos, especialmente em pessoas que já têm predisposição a doenças cardiovasculares. Cuidar da saúde mental é também uma forma de proteger o coração.
Publicado em 12/11/2025




