
Avelar Lopes de Viveiros – Cel PM RR – Experiente em Segurança Publica
Uma marcha que parecia desespero ante a incapacidade de mudar o quadro reinante, impactou não só seu país de origem, mas o mundo todo.
Uma frase tornou-se símbolo do movimento: Eu tenho um sonho.
O presidente apoiava a causa ao mesmo tempo que temia os resultados práticos de uma manifestação com aquela envergadura.
Foi assim que, em 1963, o pastor Martin Luther King conduziu cerca de 250 mil pessoas naquela que ficou conhecida como a “marcha sobre Washington”.
Suas bandeiras: fim da segregação racial e aprovação de direitos civis para negros e mulheres. Apenas um Kilômetro e meio de caminhada, foi o bastante. E os resultados vieram: a segregação racial foi legalmente extinta em 1964 e o voto dos negros, aprovado em 1965.
I have a dream, não se limitava a clamar por direito de votar.
O sonho era por justiça. Que os homens fossem julgados por caráter. Tudo mais seria irrelevante nas relações humanas. Justiça, respeito e igualdade.
A Marcha de Nikolas Ferreira, um jovem parlamentar mineiro de 29 anos, percorreu 240 Km, começou com 20 pessoas e terminou com uma multidão que não se sabe, e talvez nunca se saberá, de quantas pessoas. Milhares. Milhões, possivelmente.
Reduzir a caminhada de Nikolas a uma manifestação pró Bolsonaro, ou pela libertação dos presos do 8 de janeiro, é maldade ou estratégia para diluir o valor do ato.
Como aquela manifestação de Washington em 1963, onde mais de 20% dos presentes eram brancos, não se está lutando hoje por interesses pessoais.
A luta é contra os excessos cometidos em Brasília, não contra um grupo de pessoas.
Mas contra o brasileiro em geral.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, definiu bem isto. Disse o governador: o “inconformismo contra uma crise moral sem precedentes” é que está impulsionando a caminhada de Nikolas Ferreira.
Brasília fede.
O caso Master tem escancarado a falta de caráter de nossos governantes. Os conchavos e autoproteção para que a massa jamais descubra o que aconteceu e quem se beneficiou da corrupção e má administração de recursos públicos, é vergonhosa.
A ditadura imposta no Brasil de hoje, não é a ditadura das armas.
É a ditadura do poder, do dinheiro fácil e do sequestro moral de parte da população.
Quando homens como Nikolas Ferreira, e todos aqueles que o seguiram, gritam em marchas que repercutem internacionalmente, desperta em nós um sentimento de compromisso com a verdade. Não por ser de direita, ou de esquerda. Mas, por se ter ainda algum caráter em nós. E são estes que podem mudar.
O Brasil não aguenta mais. Chega de tanta roubalheira, de tanto mal caratismo, de tanta sem vergonhice. O Brasil não é isto. O Brasil, é pais de gente como você e eu: pessoas que trabalham para viver.
RAPIDINHAS: 1. Carlos é o Bolsonaro conhecido pelas merdas que faz e que fala. Calado, é um gênio. Deveria atrapalhar menos o pai. Se o Jair quer um país melhor e não conseguiu, foi muito por conta do Carlucho. Lidar com esta realidade vai ajudar muito na candidatura do Flávio Bolsonaro.
2. O Flamboyant shopping center precisa urgente de uma fiscalização de trânsito. Carrinhos de controle remoto, motos em formato de animais, um trem rodando pelo piso inferior. Quase fui atropelado este sábado. Não sei se o Detran, ou a secretaria municipal de transito que muda de nome todo ano. Sei que alguém terá que controlar aquilo. Incidentes estão acontecendo.
Não esperem um acidente, ok?
Publicado em 26/01/2926



