CORONEL VIEIROS

Haverá Luz?

 

Avelar Lopes de Viveiros – Cel PM –  RR

De há muito que o executivo nacional não merece respeito. O congresso é tido como um dos piores do mundo. O que ainda nos dava alguma esperança era o judiciário.

Com a crise em que mergulhou o STF, nossa última tábua de salvação foi arrancada de nós. Mas isto pode não ser tão ruim.

No mundo todo, crises de corrupção foi o ponto de partida para reformas de nações que impuseram mudanças relevantes na relação povo e poder. Vejamos alguns exemplos:

Índia, 1930:

A desobediência civil denominada marcha do sal foi a alavanca necessária para promover a independência do país, afastando os ingleses acusados de corrupção e exploração do povo indiano. Em 1947 o país tornou-se definitivamente livre, escapando da opressão inglesa e, bem ou mal, dono do seu próprio destino.

Estados Unidos da América, final do século XIX.

A corrupção generalizada, onde cargos públicos eram trocados por propinas e favores políticos, levou a uma mudança estrutural do país. Com a meritocracia, veio a promoção de qualidade e contratação por concurso, o que pôs fim à corrupção endêmica no setor público.

EUA, 1972.

O caso Watergate, quando a sede do partido Democrata foi invadida, revelou a corrupção e abuso de poder do governo Richard Nixon que acabou por renunciar ao mandato. Isto levou a mudança das normas de financiamento de campanha, promovendo maior transparência no executivo e fortalecendo ainda mais a democracia, o que reforçou a credibilidade daquela que já era a nação mais poderosa do mundo. Um caso que desacreditaria o país foi utilizado para torná-lo ainda mais confiável.

Alemanha, 2000.

Um escândalo global de corrupção envolvendo a Siemens, que subornava autoridades pelo mundo afora, levou ao pagamento de multas milionárias. A mudança radical na administração da empresa, que assumiu francamente os erros cometidos fez da Siemens, e por conseqüência da Alemanha, modelos de recuperação, gestão e lisura no combate à corrupção e compromisso com a gestão pública.

Brasil, 2014, a Lava-jato.

Considerado um dos maiores casos de corrupção do mundo, pressionou políticos a aprovarem limites de gastos e mecanismos rígidos de nomeação nas estatais. Atropelado pela atuação do Supremo Tribunal Federal, que cancelou sentenças, anulou provas e devolveu mais de 50 milhões de reais a delatores, converteu o país pouco confiável, em paraíso da corrupção. Ainda existem 19 bilhões em discussão nos tribunais do país, aguardando ser devolvido para corruptos e corruptores. O Brasil que poderia ter evoluído a partir do combate ao crime, afundou ainda mais no descrédito internacional. Até que…

O caso Banco Master, 2025.

Decretada a falência do banco, autoridades correram para socorrê-lo e, principalmente, para blindá-lo a fim de que ninguém soubesse o que estava se passando na cúpula política nacional.

Ao tragar o próprio supremo para o olho do furacão da crise, através de ministros que deveriam ser insuspeitos, descobriu-se que a corrupção verdadeiramente havia chegado ao judiciário.

Diante disto, sobra ao Basil dois caminhos:

1- nossa elite política age para manter tudo como dantes, o que é tão provável quanto lamentável, pois oficializará a corrupção como um elemento natural de nossas instituições ou… 2 – corta na carne e salva o Brasil daquelas que foram sua marca registrada: corrupção e pouca vergonha.

Embora nossa perspectiva seja muito ruim, diante da credibilidade de nossas autoridades, há uma possibilidade de mudança.

É óbvio que acreditamos todos que nada vai mudar.

Ocorre que o fedor que vem de Brasília tem o poder de despertar a nação.

E aí que está o ponto em questão: até onde o brasileiro ainda será conivente com suas autoridades?

Toda mudança ocorrida a partir de corrupções, partiram da indignação nacional. Se o povo mudar sua postura, a política mudará também.

Se o povo continuar omisso, os políticos farão mais do mesmo.

O povo não é corrupto porque os políticos são corruptos.

Mas os políticos são corruptos porque o povo é omisso.

Isto desestimula os bons e valida os maus.

RAPIDINHA: Em Goiás o assunto é: o Senador Wilder recebeu o aval do presidente Bolsonaro para ser o candidato da direita em Goiás, ou não? Se não, o PL está fadado a afundar-se de vez como partido dividido, incapaz de levar a efeito uma aliança que dê sustentação a uma campanha à presidência no país. Se sim, então o tabuleiro se altera, abrindo uma possibilidade real de que o próximo governador seja o Senador Wilder. Com o apoio de Bolsonaro, é quase certo sua ida para o segundo turno. Chegando lá, seria inevitável receber o apoio dos Marconistas, caso este não vá para o segundo turno, ou do governador Ronaldo Caiado, no caso de Daniel não ir para o segundo turno. O que parecia improvável, de repente torna-se viável. Tudo depende agora da verdade ser revelada. Afinal, diz Efésios 5:13 – Porque a luz, tudo manifesta.

Publicado em 16/02/2026

 

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Patricia Amaral

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