O fechamento da Saraiva e da Livraria Cultura, duas das maiores redes de livrarias do Brasil, marcou o fim de uma era — mas não o fim das livrarias físicas.
Segundo a ANL, mais de 100 novas unidades foram abertas desde 2021, e a Livraria Leitura hoje lidera esse movimento de retomada, com mais de 120 lojas em 24 estados e planos de expansão em 2025.
Esse contraste entre o colapso das gigantes tradicionais e o crescimento de novas redes revela uma transformação silenciosa no comportamento do consumidor brasileiro.
:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2018/l/y/EdAYlMQDiyuuYX4AZltQ/g1-crise-divulgacao.jpg)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/7/L/GApNPESV2dBFKCVMSGHA/img-9208.jpg)
Quem pode comentar o tema é o professor da FGV e especialista em comportamento do consumidor Leandro Guissoni. Ele explica que estamos vendo um processo de reconfiguração do varejo cultural, puxado pela busca por experiências físicas mais significativas.
O consumidor que ainda vai à livraria não está só comprando um livro — ele está buscando curadoria, ambiente, atendimento e até um senso de comunidade. As redes que entenderam isso estão prosperando.
Segundo Guissoni, o mercado está menos centrado em grandes marcas e mais atento a modelos híbridos, com lojas em aeroportos, rodoviárias e shoppings, que aproveitam o fluxo físico de forma estratégica.
Além disso, ele destaca um ponto importante: o impacto da transformação digital nesse cenário.
A tecnologia não matou as livrarias — ela obrigou o setor a repensar sua proposta de valo.
Publicado em 02/08/2025






