AUTISMO

Dia da Luta da Pessoa com Deficiência: Sindicato Rural cria espaço acessível para autistas.

Permanecer em locais cheios e barulhentos ou esperar em filas, algo simples para a maioria, pode ser um grande desafio para crianças e adultos com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 1% da população esteja no espectro. No Brasil, a Lei 12.764/2012 reconhece pessoas com TEA como pessoas com deficiência e assegura direitos de inclusão em atividades de lazer, cultura e esporte. No próximo domingo, 21 de setembro, será lembrado o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, data que reforça a necessidade de ampliar iniciativas de inclusão social em todo o país.
Atenta a essa realidade e em reconhecimento à legislação, a presidente do Sindicato Rural de Porangatu, na região norte de Goiás, a advogada Ana Amélia Paulino, abriu as portas do Parque Agropecuário Hilton Monteiro da Rocha para receber 203 crianças, adolescentes e adultos com autismo, entre 3 e 28 anos de idade.
Os participantes estiveram nas atividades festivas da entidade, tiveram acesso a um ponto de apoio adaptado durante a festa agropecuária e, além disso, 32 crianças receberam ingressos para um camarote exclusivo, patrocinado pela presidente.
A iniciativa também acolheu um grupo escolar de Santa Tereza de Goiás, formado por crianças autistas, que participaram de uma visita guiada pelo parque e encerraram o dia em uma oficina do “pote da calma”, atividade sensorial voltada para o controle da ansiedade. “Essa ação reforça a importância do acesso a políticas de inclusão e à oferta de atividades adaptadas, fundamentais para garantir qualidade de vida e desenvolvimento social”, afirmou Ana Amélia Paulino.
Como diminuir a sensibilidade auditiva de crianças com TEA?
Para as mães, a experiência foi inédita e representou a oportunidade de participar de um evento tradicional da cidade respeitando as limitações de seus filhos, sem abrir mão da diversão. Denise Souza Melo, mãe de Donato Augusto, de 11 anos, e Nicolas Bispo, de 4, relatou a emoção.
“Foi uma experiência única. Nunca tínhamos visto uma iniciativa como essa. Para nós, foi um olhar de respeito e carinho que trouxe esperança de inclusão verdadeira. Muitas mães não conseguiam frequentar eventos como a Exponorte (Exposição Agropecuária de Porangatu) com os filhos por causa da sensibilidade auditiva e da aglomeração. Desta vez, graças à acessibilidade, conseguimos permanecer”, comemorou Denise.
Publicado em 18/09/2025