
O poker vive uma fase de expansão acelerada no Brasil.
Estimativas da Confederação Brasileira de Texas Hold’em (CBTH) indicam que o país reúne hoje mais de 8 milhões de praticantes, entre jogadores recreativos e profissionais, consolidando o Brasil como uma das principais potências globais no segmento.
O fenômeno se reflete também no circuito presencial: torneios como o BSOP Millions, principal série nacional, registram recordes de participação e premiação, reforçando a atratividade econômica da modalidade.
Foi a partir dessa onda de crescimento que o empreendedor Gabriel Castro fundou a Real Poker, hoje líder nacional na fabricação e comercialização de mesas e fichas profissionais.

A empresa nasceu de uma lacuna de mercado identificada em 2012, quando Gabriel, especialista em e-commerce, percebeu a ausência de fornecedores estruturados para atender clubes e jogadores particulares.
O negócio, que começou com a revenda online de mesas, evoluiu para a produção própria, ganhando escala com a aquisição de maquinário em 2016.
O marco decisivo veio com a demanda gerada por grandes eventos internacionais no Brasil, que demandaram centenas de mesas em prazos curtos, um momento em que a Real Poker consolidou sua capacidade produtiva.
Além das mesas, a companhia avançou para a produção nacional de fichas, consideradas um ativo crítico no ecossistema do poker.
Hoje, 100% dos clubes profissionais utilizam fichas da Real Poker, que incorporam tecnologias de segurança como marcação UV, baixo relevo e monitoramento em linha de produção para evitar desvios. “As fichas são, em essência, o dinheiro do jogo. Garantir confiabilidade nesse item é o que nos posiciona como referência nacional”, afirma Gabriel.

Com sede em Goiânia e uma equipe de 35 colaboradores, a Real Poker já atendeu mais de 10 mil clientes em todo o Brasil. O faturamento da empresa vem crescendo de forma consistente: R$ 6,5 milhões em 2023, R$ 7,7 milhões em 2024 e R$ 9,3 milhões em 2025, resultado de uma combinação entre escala produtiva, ampliação da base de clientes e investimentos em tecnologia.
Segundo Gabriel, o avanço do setor demonstra maturidade e abre espaço para empresas com governança sólida e visão estratégica. “O poker deixou de ser uma prática de nicho para se tornar um mercado com capilaridade nacional. Vemos clubes espalhados em todas as regiões, distribuídos proporcionalmente ao PIB, e uma nova geração de jogadores que movimenta o ecossistema. Nosso papel é estruturar esse mercado com profissionalismo e oferecer produtos confiáveis, capazes de sustentar esse crescimento no longo prazo.”
A Real Poker projeta um tripé de expansão para os próximos anos, com base em expansão orgânica no Brasil: fortalecimento da base de clientes, tanto em clubes quanto em consumidores de alto padrão, como condomínios e residências de luxo, onde mesas de poker já são incorporadas como item de lazer; exportação: empresa já iniciou vendas para países da América Latina e projeta ampliar sua participação internacional com mesas e fichas customizadas; e profissionalização e governança: em parceria com o fundo de private equity da XR Advisor, a Real Poker avança em processos de gestão que preparam a companhia para movimentos futuros, como fusões e aquisições com players globais.

Para o fundador da XR, Rodolfo Oliveira, “estamos tratando de um mercado com amplo potencial de crescimento e que em breve verá o ingresso de grandes players internacionais. Estar preparado para esse movimento é essencial para que a Real Poker surfe essa onda”.
Gabriel ainda reforça que a visão é de longo prazo: “O Brasil já é reconhecido como um dos maiores celeiros de jogadores de poker do mundo. Nossa meta é ser a infraestrutura que dá suporte a esse mercado, consolidando a Real Poker como ativo estratégico do setor. Estamos estruturando companhia não apenas para crescer, mas para estar pronta para competir em nível global.”
Publicado em 06/10/2025

