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GE Por Cahê Mota — El Alto, Bolívia
Carlo Ancelotti até tinha um plano, mas a altitude compromete qualquer estratégia.
Com uma Bolívia fazendo o jogo da vida, o Brasil não conseguiu colocar em prática a cadência programada antes do jogo, viu o VAR intervir em um pênalti polêmico e terminou as eliminatórias com derrota.
Resultado até emblemático para uma Seleção que fez sua pior campanha na história da competição.
Com seis derrotas para cinco países diferentes (mais da metade dos nove adversários), é preciso ter autocrítica e olhar adiante ao invés de gastar energia justificando o revés nos 4.100m de El Alto.
Em um ciclo com quatro técnicos e pouca regularidade, a quinta colocação com 28 pontos serve como um alerta a nove meses de abertura da Copa do Mundo. Definitivamente, a participação brasileira nas eliminatórias não foi legal.
Apesar do desempenho, o Brasil será cabeça de chave na Copa do Mundo por estar entre os nove primeiros colocados no ranking da Fifa.
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Enfrentando diversos percalços e contando com três treinadores diferentes nas Eliminatórias – Fernando Diniz, Dorival Júnior e Carlo Ancelotti – o Brasil ainda teve outras marcas negativas. A derrota por 4 a 1 para a Argentina, em março, foi a pior da Seleção na competição. Além disso, foi derrotada como mandante pela primeira vez.
Desde 1996, quando as Eliminatórias Sul-Americanas passaram a ser disputadas neste formato em que 10 seleções se enfrentam em turno e returno, o Brasil nunca fez menos do que 30 pontos. O pior desempenho foi na qualificação para a Copa de 2002, quando o time canarinho teve dificuldades para se classificar, mas no fim conquistou o pentacampeonato no Mundial da Coreia do Sul e do Japão.
Presidente da CBF critica “várzea” na Bolívia: “Jogamos contra arbitragem, polícia e gandulas”.
Logo após a partida, o presidente da CBF, Samir Xaud, conversou com exclusividade com o ge sobre as dificuldades enfrentadas pela Seleção na partida em El Alto. O dirigente criticou a atuação da arbitragem, da polícia e dos gandulas.
— Uma tristeza o que ocorreu hoje aqui. Viemos para jogar futebol e o que vimos desde a nossa chegada foi um antijogo. Mesmo com essa altitude de 4 mil metros, jogamos contra a arbitragem, contra a polícia e contra os gandulas, tirando as bolas de campo, colocando bolas dentro de campo. Uma verdadeira várzea.
— Polícia truculenta com toda a equipe, toda a comissão técnica. É o que a gente não espera. Nós recebemos todas as seleções muito bem, nós abraçamos as seleções. Nós colocamos tudo à disposição deles e quando vamos jogar fora do Brasil, principalmente aqui, chega a ser até absurda a recepção que nós temos aqui. Fica a minha indignação – completou.
Rodrigo Caetano, coordenador executivo geral das seleções masculinas da CBF, disse que o futebol praticado em El Alto é “um esporte diferente”.
– Nunca tínhamos visto nada igual. É obvio que vamos fazer o que nos cabe, que são nossas reclamações, nossos protestos junto a Conmebol. Mas a gente sabe que de efeito prático isso é zero. Depois do pênalti não houve mais jogo. A gente se preparou sabendo que seria isso. A Bolívia tem seus méritos, mas temos que evoluir a nível do futebol. É só a gente ver o número de pontos que eles fizeram aqui e não fizeram fora. É bem provável que é quase um esporte diferente que se joga aqui.
Publicado em 10/09/2025





