INFLAÇÃO

Aumenta a preocupação com inflação e custo de vida na região Centro-Oeste.

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A alta da inflação e do custo de vida está deixando a população da região Centro-Oeste menos otimista em relação à melhoria da situação do país. De acordo com a última pesquisa RADAR FEBRABAN, realizada em março, em seis meses a percepção de que os preços estão muito maiores subiu de 72% para 85%, o que representa crescimento de 13 pontos percentuais.

A pesquisa também perguntou sobre quais seriam os itens que mais influenciam a percepção da população sobre a alta de preços: 71% indicaram alimentos e outros produtos do abastecimento doméstico, um ponto percentual a mais que na onda anterior (70%); 36% apontaram para o preço do combustível e outros 32% mencionaram os custos com saúde. A preocupação com os juros dos cartões de crédito, financiamentos e empréstimos ficou em quarto lugar, com 13%.

Situação do país – Como reflexo dessa sensação de alta demasiada nos preços, os entrevistados reduziram suas expectativas em relação à melhoria do país em 2025. Ainda que discreto, o menor otimismo foi registrado pela pesquisa: em dezembro, em todo o país, 28% acreditavam que o Brasil havia piorado; agora, em março, esse percentual subiu para 30%. A soma daqueles que acreditam que o país vai melhorar ou ficar na mesma situação permanece a mesma (68%).

O relatório também detectou que a opinião sobre o aumento demasiado da inflação nos últimos seis meses é uma percepção geral dos entrevistados (foi igual ou superior a 85% em todos os estratos sociodemográficos e regiões).

Para o sociólogo e cientista político Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do IPESPE, “as notícias sobre a economia, marcadas no primeiro trimestre por temas como aumento da inflação e da taxa de juros, revisão para baixo das previsões de crescimento do PIB e possível impacto das políticas comerciais dos EUA sob o novo governo de Donald Trump, trouxeram incertezas para os brasileiros e impactaram as expectativas em relação ao Brasil no decorrer do ano”.

Publicado em 03/04/2025

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Patricia Amaral

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