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Por Rodrigo França, especial para o ge — Sakhir, Bahrein
Antigamente, a pré-temporada da F1 iludia os torcedores com resultados que se mostravam irreais no primeiro GP do ano porque algumas equipes médias faziam tempos excelentes por estarem mais leves que os concorrentes (ou quem sabe até fora do regulamento).
A tática também servia como sobrevivência: assim, era possível convencer aquele patrocinador indeciso em janeiro a fechar com o time na expectativa de ter bons resultados nos GPs. Nos últimos anos, porém, a situação se inverteu: a pré-temporada da F1 é de difícil leitura porque as equipes escondem o jogo – ninguém quer assumir favoritismo.
Como todos os times possuem boa estrutura financeira (todos fecharam o ano com balanço positivo), ninguém precisa iludir potenciais patrocinadores para sobreviver. Ao contrário, com a maioria ligada a montadoras ou grandes corporações, a ordem é segurar a expectativa.
Em 2026, outro importante adendo neste jogo é a questão dos motores Mercedes. Com a polêmica interpretação sobre a taxa de compressão, o time chamou atenção dos rivais em Barcelona. Não apenas pelos tempos de volta, mas pela observação de como George Russell e Kimi Antonelli conseguiam completar várias voltas com tempos rápidos e mostrar um ótimo gerenciamento de energia.
No primeiro dia de teste nesta semana no Bahrein, Toto Wolff já fez questão de jogar o favoritismo para Red Bull, que teve de fato uma quarta-feira bastante produtiva com Max Verstappen. Hoje, o holandês rebateu, dizendo que de fato o conjunto da Ford-Red Bull teve um ótimo início, mas que a Mercedes estava fazendo o “jogo” de chamar sua equipe de referência para desviar a atenção da verdadeira questão polêmica, a taxa de compressão dos motores de oito carros do grid.
Chamou ainda mais atenção a dura fala de Verstappen sobre o novo carro da F1 em 2026. Suas críticas repercutiram bastante nesta quinta-feira no paddock no Bahrein. O holandês chamou o novo modelo de um “Formula E com esteroides”, que não vê graça em passar a corrida toda gerenciando energia ao invés de pilotar no limite. Afinal, F1 sempre foi o topo do esporte, com os melhores carros e pilotos do mundo.
Mais cedo, Lewis Hamilton havia dito algo na mesma linha, dizendo que as regras tornarão o esporte muito complicado. Em entrevista exclusiva ao ge.globo, Gabriel Bortoleto acredita que os carros ainda estão sendo desenvolvidos e que mesmo em Melbourne esta performance ainda estará abaixo de 100% do potencial.






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