
Uma pesquisa envolvendo medicamentos homeopáticos voltou a chamar atenção ao apontar possível redução de náuseas em diferentes contextos clínicos, incluindo viagens marítimas e tratamento de câncer de mama.
Os estudos avaliaram o medicamento Cocculine®, desenvolvido pela farmacêutica francesa Boiron, tanto na prevenção da cinetose, conhecida como enjoo de movimento, quanto como apoio complementar na prevenção de náuseas associadas à quimioterapia.
Estudo com militares avaliou enjoo marítimo
A cinetose é uma condição comum. Estimativas indicam que até 30% das pessoas podem apresentar sintomas em viagens marítimas, dependendo das condições do mar e do tipo de embarcação.
Pensando nisso, a pesquisa analisou 150 militares da Marinha Francesa durante uma viagem marítima de três dias. Os participantes foram divididos aleatoriamente em três grupos: um recebeu o medicamento homeopático, outro utilizou dimenidrinato, fármaco convencional indicado para enjoo, e o terceiro recebeu placebo.
De acordo com os resultados apresentados, o grupo que utilizou o medicamento homeopático registrou redução significativa da intensidade de náuseas, sudorese e tontura. O estudo também apontou melhor tolerabilidade em comparação ao dimenidrinato, com menor incidência de efeitos como sonolência e alterações visuais.
Segundo os autores, a eficácia observada para náusea foi considerada comparável à medicação convencional, com perfil de tolerabilidade mais favorável.
Pesquisa avaliou apoio em quimioterapia para câncer de mama
O estudo também envolveu 80 mulheres com câncer de mama em tratamento quimioterápico. As participantes receberam o medicamento homeopático ou placebo, além dos antieméticos prescritos conforme protocolo oncológico padrão.
No primeiro ciclo de quimioterapia, 61,5% das pacientes que utilizaram o medicamento apresentaram episódios de náusea, em comparação com 87,5% no grupo placebo.
Segundo os pesquisadores, houve redução significativa da ocorrência de náuseas quando o medicamento foi utilizado como complemento ao tratamento convencional.
O estudo ressalta que o produto não trata o câncer nem substitui os antieméticos indicados pelo médico, contudo avaliou exclusivamente seu uso como apoio na prevenção de náuseas e vômitos associados à quimioterapia.
A Boiron atua no Brasil há mais de 17 anos e possui presença em mais de 50 países. Segundo a empresa, há investimento contínuo em pesquisa científica para avaliar seus medicamentos e ampliar o conhecimento sobre abordagens complementares voltadas ao bem-estar.
A companhia ressalta que as indicações aprovadas do medicamento permanecem relacionadas à prevenção de enjoo marítimo, aéreo e automobilístico, e que qualquer uso deve ser realizado com orientação profissional.
Publicado em 29/10/2026



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