
Subir em postes, reparar cabos e restabelecer o fornecimento de energia continuam sendo atividades fundamentais na rotina dos eletricistas. Mas, a profissão mudou significativamente nos últimos anos.
Hoje, ferramentas digitais, drones, sistemas de monitoramento em tempo real e equipamentos automatizados fazem parte de uma operação cada vez mais tecnológica. Ao mesmo tempo, a necessidade de responder a eventos climáticos extremos acrescenta novos desafios ao trabalho desses profissionais.
No Dia do Eletricista, celebrado amanhã (17), o Grupo Equatorial destaca como essas transformações estão redefinindo uma profissão essencial para o funcionamento das cidades. Com atuação em sete estados brasileiros, o Grupo conta com aproximadamente 21 mil eletricistas.
Eles trabalham em atividades de emergência, fiscalização, manutenção, obras e serviços comerciais, enfrentando realidades que vão de grandes centros urbanos a regiões de difícil acesso.

Entre as ferramentas utilizadas atualmente estão tablets com informações georreferenciadas da rede elétrica, drones para inspeções e sistemas inteligentes que auxiliam na identificação de ocorrências. Uma dessas soluções é o ADMS (Advanced Distribution Management System), plataforma que integra informações da rede e permite aos centros de operações acompanhar sua situação em tempo real.
Para Douglas Misael Moreira da Silva, de 38 anos, eletricista da CEEE Equatorial, no Rio Grande do Sul, a transformação é evidente. Na profissão desde 2008, ele acompanhou a chegada de tecnologias que tornaram as atividades mais ágeis e reduziram parte do esforço físico exigido no trabalho.
“No início, o trabalho era muito braçal e as atividades exigiam bastante tempo. Com o SIGA, por exemplo, conseguimos localizar com mais facilidade e precisão os pontos da rede onde há uma ocorrência. O Centro de Operações nos orienta até o local e fornece informações sobre o problema que podemos encontrar. Isso otimiza o tempo e torna o atendimento mais ágil”, explica Douglas.
Do trabalho braçal à operação conectada
A evolução tecnológica também mudou os equipamentos utilizados pelas equipes.

Caminhões com cestos aéreos hidráulicos, alicates hidráulicos e ferramentas elétricas portáteis passaram a apoiar atividades que antes dependiam de maior esforço físico, enquanto equipamentos de automação permitem realizar determinadas manobras na rede sem a necessidade de deslocamento de profissionais.
Segundo Joe Louis Tavares Morra, superintendente de Operações do Grupo Equatorial, essas mudanças exigem um novo conjunto de habilidades dos eletricistas.
“Hoje, o profissional precisa ter familiaridade com equipamentos de informática, utilizar tablets e interpretar mapas e imagens da rede elétrica, além de compartilhar informações de campo em tempo real com os centros de operações”, explica.
Outro avanço está no uso de drones para inspeções preventivas. Os equipamentos permitem visualizar componentes da rede em áreas de mata, locais alagados e outros pontos de difícil acesso, contribuindo para identificar problemas antes que provoquem interrupções.
Apesar da evolução tecnológica, o trabalho humano permanece indispensável.
“Os sistemas remotos aceleram os diagnósticos e permitem isolar trechos com defeito, mas a avaliação técnica das condições encontradas e a execução dos reparos continuam dependendo dos eletricistas”, destaca Morra.

Eventos climáticos extremos ampliam os desafios
Se a tecnologia transformou as ferramentas de trabalho, os eventos climáticos extremos também passaram a exigir maior capacidade de mobilização e adaptação das equipes.
No Rio Grande do Sul, Douglas viveu uma das experiências mais marcantes de sua trajetória durante as enchentes de 2024. Em meio às áreas inundadas, participou de atendimentos que exigiram apoio de outros profissionais e operações em condições especialmente difíceis.
“Em vários momentos, tivemos que atravessar ruas com água na altura dos joelhos, segurados por cordas, com assistência do Corpo de Bombeiros. Em outra situação, também precisamos do apoio dos bombeiros para atravessar um rio e levar nosso serviço a uma comunidade”, relembra.
Em situações de chuvas intensas e tempestades, o Grupo Equatorial utiliza o monitoramento meteorológico para antecipar a mobilização das equipes, ajustar escalas e reforçar os centros de operações. Quando a gravidade das ocorrências supera a capacidade de resposta local, a companhia aciona um plano de auxílio mútuo, com deslocamento de profissionais entre suas distribuidoras.
Em 2026, esse modelo foi utilizado para apoiar a operação no Rio Grande do Sul, com o envio de 165 profissionais de outras concessões, sendo 86 destinados à manutenção pesada e 79 ao atendimento de emergências.
“Quando identificamos a previsão de eventos severos, ajustamos as escalas para ampliar o contingente de equipes disponíveis. Se necessário, mobilizamos profissionais de outras distribuidoras do Grupo para acelerar o restabelecimento do fornecimento de energia”, explica Morra.

Segurança como prioridade
Mesmo com o avanço da tecnologia, a segurança continua sendo um dos principais pilares da profissão, especialmente durante ocorrências provocadas por tempestades e enchentes.
Antes de iniciar os serviços, os eletricistas seguem um protocolo rigoroso estabelecido pelo Grupo Equatorial de cinco etapas: análise preliminar de riscos, desenergização do circuito, bloqueio e sinalização dos equipamentos, verificação de ausência de tensão e aterramento temporário.
São procedimentos que, aliados ao uso de equipamentos de proteção e à capacitação contínua, ajudam a preservar a vida dos profissionais em campo.
A tecnologia continua avançando, mas, por trás dos sistemas inteligentes e de cada ligação restabelecida, há profissionais que enfrentam desafios diariamente para garantir que a energia continue chegando às casas, aos hospitais, às escolas, garantindo o funcionamento de serviços essenciais à população.
Sobre o Grupo Equatorial
O Grupo Equatorial é uma empresa brasileira que se consolidou no cenário nacional como uma holding de empresas de alta performance e grandes resultados. Hoje, é o 3º maior grupo de distribuição do país em número de clientes.
A companhia avançou na consolidação do setor de distribuição de energia no Brasil e, atualmente, atua em sete concessionárias, nos estados do Maranhão, Pará, Piauí, Alagoas, Rio Grande do Sul, Amapá e Goiás, atendendo mais de 14 milhões de clientes.
A empresa está presente em 28% do território nacional, atendendo 15% do total de consumidores brasileiros e respondendo por 13% do mercado de distribuição de energia elétrica do país.
O Grupo Equatorial também atua nos setores de serviços, telecom, comercialização, geração distribuída e saneamento, consolidando-se como a primeira empresa multi-utilities do país. Além disso, adquiriu 100% das ações da Echoenergia S.A., ampliando a atuação no setor de renováveis e fortalecendo o posicionamento como um player integrado no segmento de energia.
Publicado em 16/10/2026







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