
O Brasil pode ultrapassar a marca de 1,15 milhão de médicos em atividade até 2035.
A projeção é da Demografia Médica no Brasil 2025, estudo elaborado pela Faculdade de Medicina da USP em parceria com a Associação Médica Brasileira e o Ministério da Saúde. Atualmente, o país contabiliza 635.706 médicos em atividade, o equivalente a 2,98 profissionais por mil habitantes.
O crescimento da profissão vem acompanhado de uma expansão significativa da formação médica.
Em dez anos, o número de faculdades de Medicina passou de 252 para 448 no país, segundo o levantamento.
O período também registrou a abertura de cerca de 2,5 mil novas vagas por ano, com forte participação de instituições privadas.
Com mais profissionais chegando ao mercado e possibilidades de atuação cada vez mais diversas, as escolhas feitas depois da graduação ganham peso na construção da carreira.
Além da área de interesse, entram nessa decisão fatores como a rotina profissional pretendida, o perfil dos pacientes atendidos e as competências clínicas que o médico busca desenvolver.
Em Palmas, a APM Academia de Cursos Médicos atua com pós-graduação e cursos de formação médica voltados à prática.
A instituição oferece formações nas áreas de Atuação em Dor, Dermatologia, Doenças Osteometabólicas, Nutrologia, Oftalmologia, Pediatria, Psiquiatria e Medicina do Esporte.
A metodologia reúne conteúdo teórico, vivência em ambiente clínico e atividades com pacientes reais acompanhadas por especialistas, buscando aproximar a atualização científica das situações encontradas no atendimento médico.
Para Taysa Helena Costa, representante da APM Academia de Cursos Médicos, a escolha de uma formação após a graduação deve estar conectada aos objetivos profissionais de cada médico.
“O médico deve escolher uma formação olhando para a prática que deseja desenvolver, para os pacientes que atende ou pretende atender e para a experiência clínica que aquele curso oferece. Estudar depois do diploma não deve ser apenas acumular certificados. Precisa fazer sentido dentro de uma trajetória, com base científica, prática orientada e clareza sobre os limites de cada formação”, afirma.
A ampliação da oferta de cursos também reforça a importância de compreender as diferenças entre educação continuada e reconhecimento como especialista.
Pelas regras do Conselho Federal de Medicina, o Registro de Qualificação de Especialista é obtido por meio de residência médica reconhecida ou pela aprovação em prova de título de sociedade de especialidade vinculada à Associação Médica Brasileira, com posterior registro no Conselho Regional de Medicina.
Pós-graduações e cursos de aperfeiçoamento podem contribuir para a atualização profissional e para o desenvolvimento da prática clínica, mas não substituem essas vias e, isoladamente, não autorizam a divulgação do médico como especialista.
Publicado em 22/09/2026





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