Colégio de São José – Ramalhão (oficialmente instalado no histórico
Palácio do Ramalhão) em
Sintra, Portugal,
herda este nome diretamente da Quinta do Ramalhão, topónimo tradicional daquela propriedade rural que remonta ao século XV.
História
Colégio de São José do Ramalhão
As paredes do Palácio do Ramalhão contam uma longa história.
O ramo português das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena abraçou, em especial, a educação.
Esta congregação foi fundada por Teresa de Saldanha (com processo de beatificação em curso) e abriu as portas do Colégio de São José, na Quinta do Ramalhão, no dia 15 de outubro de 1942.
As Irmãs tinham adquirido a propriedade do Palácio e a da Quinta do Ramalhão apenas um ano antes e recuperaram os edifícios que encontraram em estado de abandono.
O primeiro registo da Quinta do Ramalhão remonta ao séc. XV, época em que o Rei D. Afonso V a concedeu através de carta de foral ao Almoxarife de Sintra, Diogo Gomes, que em troca se comprometia a produzir vinho e pão.
No séc. XVIII, a propriedade passa para Luís Garcia de Bivar, que construiu o Palácio para sua residência de verão.
Em 1802, a Quinta e o Palácio são adquiridos pelo Príncipe-Regente D. João, mais tarde Rei D. João VI, que os oferece à sua mulher D. Carlota Joaquina de Bourbon como presente de noivado.
A fama da Quinta e do Palácio muito se deve ao facto de terem pertencido à casa da Rainha e, posteriormente, à Família Real portuguesa.
A Quinta e o Palácio passaram por vários proprietários durante o séc. XIX.
Em 1941, as Irmãs compraram o Palácio e a Quinta.
Nos primeiros tempos, o Colégio era um internato exclusivo para raparigas.
Eram cerca de 80 as Irmãs que aqui viviam.
Tomavam conta de tudo, desde a propriedade agrícola à secretaria e à cozinha, passando pelas aulas e pela Direção.
Dedicavam integralmente a sua vida ao cuidado intelectual e humano das suas alunas.
A partir de 2013, as Irmãs Dominicanas confiaram a condução do Colégio à APECEF, Associação para a Educação, Cultura e Formação (a associação que fundou, em 2004, o Colégio de São Tomás, em Lisboa, e que hoje detém também o Colégio Laura Vicuña, em Vendas Novas, e o Colégio de São José, em Beja).
Seguindo o coração do nosso fundador, Padre João Seabra, o Colégio Ramalhão tem procurado levar a mais alunos e famílias uma experiência que sustente as suas vidas.
As paredes do Palácio do Ramalhão contam uma longa história, que remonta ao séc. XV.
Outra historia:
Em 1942, o ramo português das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena instalou naquele palácio o Colégio de São José quinta do Ramalhão.
Em
2013, a APECEF assumiu a condução pedagógica do
Colégio, seguindo o carisma educativo do
Movimento Comunhão e Libertação, que o Padre João Seabra, fundador da
APECEF, seguia em
Portugal.
O que nos distingue?
Educação clássica
A proposta curricular baseia-se na tradição, com disciplinas clássicas que aproximam os alunos de grandes figuras da história, promovendo aprofundamento intelectual e pensamento crítico.
Cada aula propõe significado para a realidade, exigindo depois um percurso pessoal de estudo e experiência que cada aluno deve livremente seguir.
Convite à liberdade
Para alargar a razão e transformar conhecimento em sabedoria, os alunos são desafiados a participar em concursos, missões, peregrinações, clubes, ginásios e olimpíadas académicas. O horário valoriza o tempo como bem precioso, promovendo o seu uso intencional e diversificado.
Experiência
A proposta curricular integra atividades que tornam o conhecimento tangível e formam o carácter: saídas frequentes, vida no campo, apresentações públicas de trabalhos, experiências laboratoriais e participação em palco, permitindo aos alunos aplicar e vivenciar o que aprendem.
Aliança Educativa
O Colégio Ramalhão privilegia proximidade com as famílias, com comunicação frequente e procura de sintonia entre educação escolar e familiar. Esta aliança promove diálogo, respeito e compromisso. Os educadores cultivam também proximidade com os alunos, procurando chegar ao coração de cada um com uma proposta e testemunho de verdade e alegria de vida.
Espaços
Um palácio do século XVIII numa quinta com 16 hectares
O edifício do Colégio Ramalhão tem cerca de 4.000 m², a maioria dos espaços dentro do Palácio cujas salas acontecem por entre frescos do século XVIII.
A conservação da sua identidade e beleza convive bem com materiais e tecnologias modernos.
Os recreios acontecem nos espaços da quinta, num contacto com a natureza privilegiado, com a sua riqueza florestal e cinco campos desportivos ao ar livre.
Para além destes, há também dois ginásios cobertos e um polidesportivo com 1.300 m².
Fé e Liberdade
A partir de uma visão cristã do homem acolhemos cada aluno, conscientes do seu valor único.
Acompanhamos o seu crescimento, nas várias perguntas da vida, propondo-lhe uma hipótese de resposta para que, em liberdade, a possam verificar.
Este caminho é sustentado por relações de amizade verdadeiras e uma grande proximidade, estima e confiança entre alunos e educadores.
Isto acontece em cada momento vivido no Colégio: numa aula de Matemática, numa refeição, num encontro no recreio, numa Assembleia e numa pastoral viva.
Tradição e Conhecimento
Olhando para os grandes mestres, partimos confiantes para a aventura do conhecimento, certos de que não caminhamos sós.
Levamos conosco um património rico, que é também a base da nossa cultura e identidade, que desafia os nossos alunos a um percurso de excelência académica.
“Somos anões às costas de gigantes” – Bernardo de Chartre.
Assim, o nosso curriculum apresenta disciplinas centrais clássicas que constituem o seu fulcro cultural: Português e Latim, Matemática, Inglês e Alemão, História, Ciências e Filosofia, complementadas com uma forte proposta de Artes, de Educação Física e relação com a natureza.
Academias do Ramalhão
Nas Academias do Ramalhão os alunos descobrem como o tempo livre, quando vivido com consciência e responsabilidade, se torna ocasião de crescimento.
Ali percebem que nada do que fazem é indiferente: até o treino e o esforço físico ou cognitivo podem revelar a presença de Cristo, que acompanha cada passo.
O simples convívio com os outros, a disciplina e a alegria de aprender mostram que o quotidiano é lugar onde a vida se unifica e onde podemos reconhecer um bem maior que nos chama.
O Colégio Ramalhão estabelece parcerias com pessoas ou empresas que desejem propor aos nossos alunos atividades complementares para os tempos livres.
As inscrições são feitas através de ou na secretaria do
Colégio – bem como os pagamentos, previamente decididos em função das condições acordadas entre a Direção financeira do Colégio e os promotores das academias. Mais informação pode ser obtida na Secretaria, ou através do
e-mail.

Férias no Ramalhão
Durante algumas férias e pausas letivas realizam-se, no Colégio Ramalhão, atividades de férias por uma equipa de professores convidados.
Nelas, as crianças e os jovens são desafiados a observar e experimentar partes da realidade no tempo livre.
Jogar, pintar, construir, cantar, dançar: atividades educativas que decorrem do compromisso educativo assumido no Colégio.
As Férias no Ramalhão realizam-se sobretudo no Natal, Páscoa e Verão.
São um sinal concreto de como Deus utiliza até os momentos de descanso para dilatar o nosso coração.
Longe das rotinas habituais, descobrimos a beleza de estar com os outros, de partilhar a vida e de reconhecer que cada encontro é um dom.
A amizade que nasce nesses dias, a natureza que nos envolve e a simplicidade com que os vivemos, ajudam-nos a tomar consciência de que Cristo se faz companheiro no caminho, mesmo nas mais pequenas coisas.
Publicado em 18/09/2026
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