
A tecnologia já faz parte da rotina de praticamente uma geração inteira de crianças e adolescentes brasileiros.
Dados da TIC Kids Online Brasil 2025 mostram que 65% dos usuários de internet entre 9 e 17 anos já utilizaram ferramentas de inteligência artificial generativa.
O levantamento também aponta que 59% usam esses recursos para pesquisas escolares ou estudos e 21% para criar conteúdos como textos, imagens, vídeos ou códigos de programação.
O cenário amplia uma discussão que vai além do acesso à tecnologia: como preparar crianças e adolescentes para não serem apenas usuários de ferramentas digitais, mas também compreenderem como elas funcionam e serem capazes de criar a partir delas.
Nesse contexto, atividades como robótica e programação ganham espaço por aliarem tecnologia ao desenvolvimento de competências como raciocínio lógico, criatividade, autonomia e resolução de problemas.
Em uma aula de robótica, por exemplo, o aluno precisa planejar, testar comandos, identificar erros e encontrar novos caminhos para fazer um projeto funcionar.
O mesmo acontece no desenvolvimento de games e aplicativos, em que a criança passa a lidar com problemas concretos e precisa transformar ideias em soluções.
Em Palmas, esse tipo de formação ganhou recentemente um novo espaço com a The Future School 4.0, voltada para crianças e adolescentes. A unidade oferece atividades nas áreas de robótica, programação, desenvolvimento de games e aplicativos.
O desafio é aproveitar a proximidade que as novas gerações já possuem com a tecnologia para estimular um aprendizado mais ativo.
“A criança hoje já tem contato com celular, jogos e inteligência artificial muito cedo, mas usar tecnologia é diferente de entender como ela funciona. Quando ela começa a programar, desenvolver um game ou montar um projeto de robótica, passa a experimentar, testar e buscar soluções. A ideia é justamente estimular essa passagem de usuário para criador”, destaca.
O aprendizado vai além do domínio das ferramentas tecnológicas.

“Quando o aluno desenvolve um projeto, ele precisa pensar, testar possibilidades, trabalhar com erros e buscar soluções. São experiências que estimulam criatividade, autonomia, raciocínio lógico e até a capacidade de trabalhar em equipe. A tecnologia é o meio, mas o desenvolvimento dessas habilidades é algo que ele leva para outras áreas da vida”, afirma.
A proposta acompanha também as transformações do mercado de trabalho, em que o domínio tecnológico aparece cada vez mais associado a competências humanas como criatividade, pensamento crítico e capacidade de resolver problemas.
A educação tecnológica, nesse sentido, não busca formar apenas futuros programadores, mas desenvolver habilidades que podem acompanhar crianças e adolescentes em diferentes escolhas profissionais.
Publicado em 15/09/2026






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