
Em 16 de setembro, o Dia Nacional de Combate e Prevenção à Trombose chama atenção para uma condição potencialmente grave e que ainda é cercada de dúvidas.
A trombose ocorre quando há formação de um coágulo dentro de um vaso sanguíneo, comprometendo o fluxo normal do sangue.
Dados da International Society on Thrombosis and Haemostasis, ISTH, mostram a dimensão do problema. Uma em cada quatro pessoas no mundo morre em decorrência de condições relacionadas à trombose.
Os coágulos estão por trás de três importantes causas de morte cardiovascular, infarto, AVC e tromboembolismo venoso.
Entre as manifestações que exigem atenção está a trombose venosa profunda, TVP, caracterizada pela formação de um coágulo em uma veia profunda, mais frequentemente nas pernas.
Uma das complicações mais graves ocorre quando parte desse coágulo se desprende, percorre a circulação e chega aos pulmões, provocando uma embolia pulmonar.
Segundo a Dra. Haila Almeida, médica cirurgiã vascular e fundadora do Instituto Alphaveins, reconhecer os fatores de risco e os sinais do corpo é essencial para procurar atendimento rapidamente.
“A trombose pode acontecer em diferentes fases da vida e nem sempre o paciente se considera uma pessoa de risco. O mais importante é conhecer os fatores que favorecem a formação de coágulos e não ignorar alterações repentinas, principalmente quando aparecem em apenas uma das pernas”, explica.
Quem precisa ficar mais atento?
O risco de trombose pode aumentar em situações que fazem parte da rotina de muitas pessoas. Longos períodos de:
*imobilidade,
*internações hospitalares,
*cirurgias,
*algumas doenças crônicas
*câncer estão entre os fatores associados ao problema,
*gravidez,
*período pós-parto,
*determinados hormônios,
* idade mais avançada,
*obesidade e histórico pessoal ou familiar também podem elevar o risco.
*viagens longas também costumam gerar dúvidas.
Permanecer muitas horas sentado reduz a movimentação das pernas e pode favorecer a estase sanguínea, especialmente em pessoas que já apresentam outros fatores de risco.
“Não significa que toda pessoa que passa horas sentada terá uma trombose. O risco é individual e depende da combinação de diferentes fatores. Por isso, pessoas com histórico de trombose ou condições que aumentam esse risco devem conversar com o médico antes de situações de imobilidade prolongada”, orienta a especialista.
Sinais que não devem ser ignorados
Dor, inchaço repentino, aumento da temperatura e alteração da coloração de uma das pernas podem ser sinais de trombose venosa profunda. A intensidade varia e alguns casos podem apresentar poucos sintomas.
Já falta de ar súbita, dor no peito, aceleração dos batimentos cardíacos, tontura ou desmaio podem estar associados à embolia pulmonar e exigem atendimento médico imediato.
A especialista está disponível para entrevistas e pode dar mais detalhes sobre:
- Quem corre mais risco: quais condições e situações favorecem a formação de coágulos;
- Os sinais nas pernas: como diferenciar sintomas que merecem investigação de desconfortos cotidianos;
- Trombose e viagens: o que realmente aumenta o risco em trajetos longos e quais cuidados fazem sentido;
- Trombose depois de cirurgias e internações:por que períodos de imobilidade exigem atenção;
- Hormônios e trombose: em quais situações anticoncepcionais e outros tratamentos hormonais podem aumentar o risco;
- Prevenção: qual é o papel da movimentação, atividade física e controle dos fatores de risco;
- Embolia pulmonar:como uma trombose nas pernas pode chegar aos pulmões e quais sinais indicam uma emergência.
Publicado em 11/09/2026



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