Revista Forum – História de
Augusto Cury, um tipo conhecido de charlatão que, infelizmente, no Brasil, cresce como mato.
Autor de “O Homem Mais Inteligente da História”, “Armadilhas da Mente”, “O Vendedor de Sonhos”, “Você é Insubstituível” — livros de autoajuda que o tornaram bilionário —, Cury é o candidato mais rico da disputa eleitoral.
E conseguiu, nesta primeira semana de entrevistas na Globo e de horário eleitoral gratuito, se tornar o fenômeno deste começo de eleição.
Na pesquisa Cury surge com 7,8%. É um crescimento expressivo para uma candidatura que, até pouco tempo, não estava no centro da disputa.
O dado politicamente mais importante é de onde podem estar vindo esses votos.
Cury, o fogo de palha?
Ainda é cedo para saber se Cury terá fôlego para se consolidar ou se esse fenômeno será passageiro.
Mas sua ascensão já muda a dinâmica da disputa porque introduz uma candidatura capaz de embaralhar o campo que parecia destinado a uma polarização mais direta.
Mas há outro dado das pesquisas que merece atenção: o fator Lulinha.
Segundo os levantamentos, 70% dos entrevistados disseram ter ouvido falar de Lulinha. E uma parcela significativa desse grupo parece acreditar nas denúncias que vêm sendo apresentadas pela mídia.
Isso confirma o que venho apontando aqui: o sistema Globo e a mídia em geral estão entrando com tudo para tirar a vitória de Lula no primeiro turno e dificultar sua vitória no segundo. E estão usando Lulinha para isso.
O cenário que se desenha, portanto, tem dois vetores de instabilidade: um candidato-surpresa de direita disputando o mesmo eleitorado de Flávio, e uma campanha midiática que já começa a converter manchetes em desconfiança nas urnas.
Publicado em 01/09/2026








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