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Documentos de quebra de sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, apontam uma movimentação financeira de R$ 19,5 milhões entre 3 de janeiro de 2022 e 30 de janeiro de 2026.
As informações foram publicadas inicialmente pelo portal Metrópoles e confirmadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, que informou ter tido acesso aos mesmos documentos.
De acordo com os registros, parte da movimentação corresponde a pagamentos e outra parte a recebimentos.
Entre os créditos identificados em uma conta de Lulinha no Banco do Brasil estão três transferências realizadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que somam R$ 721.309,70.

Segundo os documentos, duas dessas transferências, que totalizam R$ 337.309,70, foram realizadas em 27 de dezembro de 2023.
A terceira, no valor de R$ 384 mil, foi efetuada em 22 de julho de 2022. Os registros classificam as operações apenas como “transferência”, sem detalhar a finalidade dos repasses.
Em nota, a defesa de Fábio Luís “Lulinha” afirmou que os valores enviados pelo presidente correspondem a “adiantamento de legítima herança aos filhos”, “devolução de custos arcados por Fábio Luís “Lulinha” da época emergencial em que Lula esteve ilegalmente preso” e “empréstimo à L.I.L.S. Palestras, da qual Fábio Luís “Lulinha” possui cotas recebidas por herança”.
Os documentos também indicam que a movimentação financeira relacionada aos negócios de Lulinha aumentou a partir de 2023.
Conforme os registros, R$ 3,6 milhões da movimentação total estão ligados às empresas G4 Entretenimento e Tecnologia e LLF Tech.
Desse valor, 83% correspondem a transferências realizadas a partir de 2023.
Ainda segundo os dados, R$ 3,2 milhões referem-se a transferências das empresas para a conta pessoal de Lulinha, enquanto cerca de R$ 381 mil foram enviados por ele aos quatro CNPJs vinculados às companhias.
Em dezembro, Renata de Abreu Moreira, esposa de Lulinha, foi nomeada administradora das empresas, embora não figure como sócia.

Conforme os documentos, ela passou a ter poderes para representar as sociedades, realizar movimentações bancárias e atuar perante órgãos públicos.
Atualmente, Fábio Luís “Lulinha” da Silva é o único sócio dos empreendimentos. Até março do ano passado, ele dividia a sociedade com Fernando Bittar.
Em julho do mesmo ano, as duas empresas transferiram suas sedes para uma sala comercial localizada na Rua Cunha Gago, no bairro de Pinheiros, em São Paulo.
Fábio Luís “Lulinha” também foi investigado anteriormente por supostos repasses recebidos por meio da empresa Gamecorp.
Na esfera penal, o caso foi anulado após decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou a Justiça Federal de Curitiba incompetente para julgar os processos e reconheceu a suspeição do então juiz Sergio Moro.
Já os processos administrativos instaurados pela Receita Federal permaneceram em tramitação.
Publicado em 03/07/2026





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