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O senador Jaques Wagner (PT-BA) não é candidato a presidente.
No momento, os candidatos com maiores chances de vencer, segundo todas as pesquisas de intenção de voto, são Lula e Flávio Bolsonaro.
Mas Wagner é líder do governo no Senado e amigo de toda uma vida de Lula.
A descoberta de que Wagner se beneficiou de sua aproximação com o banqueiro baiano Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro, pode prejudicar a imagem do governo ao qual ele serve e, por tabela, custar preciosos votos a Lula.
Por isso, ou Wagner abdica da função que exerce, ou Lula o afasta dela.
Simples.
Em setembro de 2024, Lula foi rápido no gatilho. No dia 5, a ONG Me Too divulgou que recebera denúncias de assédio sexual contra Silvio Almeida, então ministro dos Direitos Humanos. No dia seguinte, Lula o demitiu.

“Quem pratica assédio não vai ficar no governo”. Disse Lula.
“O presidente considera insustentável a manutenção do ministro no cargo dada a natureza das acusações”, informou a Presidência em nota oficial.
Itamar Franco, que governou o país de 29 de dezembro de 1992 a 1º de janeiro de 1995, ensinou que autoridades de qualquer calibre não devem conviver com suspeitos de crime.
O “caso Henrique Hargreaves”, chefe da Casa Civil e amigo do peito de Itamar, é tido como um exemplo clássico de ética e austeridade na administração pública.
Queira ou não, Lula será obrigado a livrar-se, pelo menos publicamente, da companhia de Wagner.
Ontem, os dois se falaram por telefone, e Wagner, em entrevista à BandNews, contou que Lula lhe prestou solidariedade. Contudo, não dá para Lula colar em Flávio Bolsonaro a pecha de “Bolsomaster” e manter “Wagnermaster” como líder do governo no Senado. Simplesmente não dá. Acione a guilhotina, quanto mais rápido melhor.
Estamos conversados.
Publicado em 21/06/2026



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