CORAÇÃO

Cardiopatia congênita afeta cerca de 30 mil bebês por ano no Brasil e pode não dar sinais evidentes no início da vida.

A cardiopatia congênita é uma malformação na estrutura ou na função do  coração que surge durante o desenvolvimento fetal. No Brasil, cerca de 30  mil crianças nascem com a condição por ano,

Cerca de 30 mil bebês nascem com cardiopatia congênita todos os anos no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. A condição atinge aproximadamente 10 a cada mil nascidos vivos e está entre as malformações mais frequentes da infância.

Apesar da gravidade em alguns casos, nem sempre os sinais aparecem de forma evidente logo nos primeiros dias de vida, o que reforça a importância do pré-natal, da triagem neonatal e do acompanhamento médico adequado.

A cardiopatia congênita é uma alteração na estrutura ou no funcionamento do coração presente desde o nascimento.

Ela pode variar de quadros leves, acompanhados ao longo do crescimento, a casos mais graves, que exigem intervenção nos primeiros meses de vida.

Por isso, o dia 12 de junho, Dia Nacional de Conscientização da Cardiopatia Congênita, chama atenção para a informação como ferramenta de cuidado e prevenção.

Día Mundial de las Cardiopatías Congénitas: La enfermedad poco conocida que afecta a miles de recién nacidos y niños en el mundo I malformaciones en el corazón | EL COMERCIO PERÚ

Segundo o cardiologista Dr. Henrique Furtado, o diagnóstico precoce pode mudar a evolução da criança.

“A cardiopatia congênita não é uma única doença. Existem diferentes tipos de alterações, com níveis variados de gravidade. Quando identificamos cedo, conseguimos acompanhar melhor o bebê, definir a conduta adequada e reduzir riscos que poderiam se agravar sem diagnóstico”, explica.

Entre os principais recursos para identificação estão o acompanhamento pré-natal, o ecocardiograma fetal quando indicado e o Teste do Coraçãozinho, realizado no recém-nascido antes da alta hospitalar.

O exame é simples, rápido e indolor, feito por meio da medição da oxigenação do sangue, e ajuda a identificar cardiopatias congênitas críticas que precisam de avaliação imediata.

Pais e responsáveis também devem observar sinais que aparecem na rotina do bebê. Cansaço ou suor excessivo durante a amamentação, lábios ou dedos arroxeados, respiração acelerada, sonolência intensa e dificuldade para ganhar peso são sintomas que merecem avaliação médica.

“Esses sinais não significam necessariamente uma doença no coração, mas não devem ser normalizados. Quando algo persiste ou chama atenção na alimentação, na respiração ou no desenvolvimento do bebê, é importante procurar atendimento”, orienta Dr. Henrique.

Embora o diagnóstico assuste muitas famílias, o acompanhamento adequado permite definir o melhor caminho para cada caso, seja com observação clínica, medicamentos, procedimentos ou cirurgia, quando necessário.

“Informação salva vidas. Quanto mais cedo a cardiopatia é identificada, maiores são as chances de oferecer o cuidado certo no tempo certo”, destaca o cardiologista.

Publicado em 17/06/2926