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João Fonseca vibra com a vitória sobre Djokovic em Roland Garros — Foto: Ian MacNicol/Getty Images
Por Redação do ge — Paris, França
De fã a carrasco, no bom sentido.
Fã declarado de Novak Djokovic, João Fonseca entrou pela primeira vez para um jogo na quadra Philippe Chatrier, a principal de Roland Garros.
O palco do tri de Gustavo Kuerten era o cenário perfeito para encarar o ídolo.
E o roteiro foi especial para o brasileiro de 19 anos: uma vitória de virada depois de estar perdendo por 2 sets a 0, selada com incríveis três aces seguidos.
Em uma batalha de 4h53, o número 30 do mundo superou por 3 sets a 2 o quarto do ranking, o maior campeão de Grand Slam da história – parciais de 4/6, 4/6, 6/3, 7/5 e 7/5.
Nesta sexta-feira, João Fonseca teve o maior triunfo da carreira e pela primeira vez avançou às oitavas de final de um Grand Slam.
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Tudo isso justamente no dia do aniversário da mãe Roberta, que viu da arquibancada da Philippe Chatrier o filho lhe dar de presente uma vitória gigante.
Dono de 24 títulos de Grand Slam, mesmo número de Margaret Court, Djokovic deixou escapar uma grande chance de se isolar como o maior recordista de troféus da categoria, uma vez que era o único campeão de Grand Slam vivo na chave de Paris. Roland Garros 2026 vai ter um campeão inédito.
– Bem, claro, parabéns ao João. Disse a ele que ele merecia ganhar, ele jogou uma partida inacreditável, que ele deveria estar orgulhoso de si mesmo. Desejo a ele toda a sorte pelo resto do torneio. O nível de tênis que vimos ele jogar, criou um hype ao redor ele, e hoje vimos o porquê desse hype. O nível foi incrível, disse Djokovic.

João Fonseca, que conseguiu sua segunda vitória em oito partidas contra um top-10, a primeira diante de um top-5, sendo que nas vezes anteriores havia perdido para Sinner, Alcaraz e Zverev.
— Estou arrepiado. Sem palavras. ainda não caiu a ficha. Estou exausto. Nem consigo pensar direito, falar muito menos, só estou curtindo o momento. E que momento. Acho que nem eu acreditava depois do segundo set, ele me destruindo. Mudança de direção ridícula. Estava em todos os lados, estava calor. A bola indo rápido da raquete — disse João logo após a partida.

— Só estava tentando bater na bola o mais forte que podia. Quero dizer, o Djokovic simplesmente não erra. A gente ainda acha que ele tem 20 anos… mas ele tem 39. Incrível. Sinceramente, no fim da partida, acho que ele estava mais inteiro fisicamente do que eu. É loucura — comentou o brasileiro.
— Acho que o fato de ele também estar sentindo o calor, talvez o cansaço, me deu um pouco mais de esperança. Pensei: ‘Vamos continuar, vamos continuar.’ Fui pensando ponto a ponto, game a game. As coisas começaram a acontecer. E quinto set… é coração. Foi minha terceira experiência em Grand Slam, então estou feliz demais. Sinceramente, espetacular — falou João
Publicado em 29/05/2026






