FILHOS

O que significa quando o segundo filho é mais agitado que o primeiro.

Crianças e adolescentes apresentam espetáculo “Felicidade é Questão de Ser” no Teatro Sesi. Samuel Bonifácio.

O que significa quando o segundo filho é mais agitado que o primeiro, de acordo com a psicologia?

Minha Vida – História de Sabrina Costa

De acordo com a psicóloga Alessandra Araújo, diversos fatores podem influenciar o comportamento dos filhos mais novos. Um dos principais é a necessidade de conquistar espaço na dinâmica familiar.

“O segundo filho já nasce com um ‘competidor’ em casa. Para ser notado ou para conseguir o que quer, ele muitas vezes precisa ser mais barulhento, mais rápido ou mais persistente que o primeiro”, conta.

A personalidade da criança também é determinante. Além disso, parte das atitudes pode surgir como reflexo da convivência com o irmão mais velho.

“O caçula observa o irmão fazendo as coisas e quer imitar. Como ainda não tem a mesma coordenação ou maturidade, essa tentativa de ‘alcançar’ o mais velho pode se manifestar como agitação ou impulsividade”, afirma.

Como lidar com a criação do segundo filho?

A especialista explica que algumas estratégias podem ajudar a lidar com a agitação do filho mais novo, preservando o equilíbrio familiar e reduzindo o desgaste dos pais:

Tempo de exclusividade

Para que o filho mais novo não sinta a necessidade de disputar atenção, é importante que os pais reservem um momento exclusivo para ele. A psicóloga orienta separar pelo menos 15 minutos por dia para uma atividade individual, sem a presença do irmão.

“Quando a criança se sente vista e importante individualmente, ela tende a diminuir os comportamentos impulsivos que usa para chamar a atenção”.

Desafios com propósito

Atividades que envolvem movimento ajudam a direcionar a energia da criança e ainda promovem o senso de capacidade e utilidade.

“Em vez de apenas pedir para ele ‘ficar quieto’, peça para ele ser o ‘ajudante oficial’ em tarefas que envolvam movimento, como carregar algo leve, buscar um objeto em outro cômodo ou ajudar a organizar os brinquedos”, aconselha Alessandra.

Publicado em 28/04/2026

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Patricia Amaral