
À medida que as temperaturas caem, cresce também a preocupação com as doenças respiratórias, especialmente a gripe, causada pelo vírus da Influenza. De acordo com a infectologista Michelle Zicker, do São Cristóvão Saúde, o cenário típico do outono e inverno cria condições ideais para a circulação de vírus e bactérias.
Segundo a especialista, a combinação de baixa umidade do ar, o aumento da concentração de poluentes e a maior permanência em ambientes fechados favorece a transmissão. “As mucosas respiratórias ficam mais sensíveis e a secreção mais espessa, o que aumenta o tempo de contato com agentes infecciosos”, explica.
Entre as doenças mais comuns nesta época estão resfriados, gripes, sinusites, otites e pneumonias. No entanto, a gripe causada pelos vírus Influenza dos tipos A e B, e a pneumonia são as que mais preocupam, principalmente por seu potencial de complicações. “Crianças, idosos, pessoas com doenças crônicas, gestantes e indivíduos imunossuprimidos são os grupos de maior risco”, alerta a médica.

“Os vírus da influenza tipos A e B, são transmitidos por gotículas respiratórias liberadas ao tossir, espirrar ou falar, além do contato com superfícies contaminadas. Os sintomas costumam incluir febre alta, dor no corpo, tosse, dor de cabeça e prostração, em um quadro mais intenso do que o resfriado comum”, destaca Dra. Michelle.
Vacinação é a principal forma de prevenção
A vacinação continua sendo a estratégia mais eficaz para prevenir casos graves e óbitos por Influenza. “A vacina é segura e fundamental para reduzir complicações”, destaca a infectologista.
Em 2026, o Ministério da Saúde definiu como grupos prioritários para a imunização idosos, crianças pequenas, gestantes, puérperas, pessoas com doenças crônicas, profissionais da saúde e professores, entre outros públicos considerados mais vulneráveis às infecções. Como parte da campanha nacional de vacinação contra a gripe, acontece no dia 28 de março, o Dia D da vacinação contra a Influenza 2026, com mobilização nas Unidades Básicas de Saúde em todo o país.

Hábitos simples também complementam a proteção do organismo
Além da vacina, medidas do dia a dia fazem diferença na prevenção. Manter uma alimentação equilibrada, hidratação adequada, prática regular de exercícios e sono de qualidade contribuem para o bom funcionamento do sistema imunológico.
Cuidados com a higiene também são essenciais. Lavar as mãos com frequência, evitar tocar os olhos, o nariz e a boca, cobrir o rosto ao tossir ou espirrar e manter os ambientes ventilados.
Quando procurar atendimento médico
Embora muitos quadros sejam leves, alguns sintomas indicam a necessidade de avaliação médica imediata. Febre alta persistente, falta de ar, dor no peito, piora rápida dos sintomas e cansaço excessivo são sinais de alerta.
As complicações da gripe podem incluir pneumonia, sinusite, otite, desidratação e agravamento de doenças crônicas. Em casos mais graves, o tratamento com antivirais deve ser iniciado preferencialmente nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas.
Diante do avanço sazonal das infecções respiratórias, Dra. Michelle recomenda: “manter a vacinação em dia e adotar medidas preventivas são as melhores formas de atravessar o período mais frio do ano com saúde.”
Publicado em 28/03/2026



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