Por Duda Dalponte, Guilherme Xavier, Luiza Sá e Thiago Lima — Rio de Janeiro
Ganhar e golear o pobre Madureira, seria surpresa ou obrigação, para os milionários jogadores do Flamengo? Claro que não é surpresa, portanto…
Surpresa é ser demitido após o resultado, e saber que já estava demitido ANTES da partida!
Pedro, quatro vezes, Lucas Paquetá, duas, Jean Viana, contra, e Samuel Lino deram números à goleada. No total, o agregado ficou em 11 a 0 após o triunfo por 3 a 0 do jogo de ida.
Em ritmo de treino, o Flamengo construiu a goleada de forma natural. O bombardeio começou ainda aos quatro minutos do primeiro tempo, quando Paquetá abriu o placar após escanteio de Carrascal. Os caminhos da chuva de gols se abriram facilmente após a expulsão de Wallace, meia do Madureira, e o time atropelou.

A demissão de Filipe Luís causou um sentimento de surpresa e incredulidade não só no treinador, mas também em quase todas as pessoas ligadas ao dia a dia do futebol do Flamengo.
O comunicado de madrugada, à 1h, provocou reações dos jogadores e é resultado de um desgaste que começou em dezembro.
Para entender esse cenário na panela de pressão que virou o clube, é preciso voltar algumas casas.

A decisão, tomada pelo presidente Bap e comunicada pelo diretor José Boto em conversa de menos de um minuto com o técnico, foi apenas o capítulo final da longa novela.

Diversos jogadores entraram em contato com o treinador para prestar apoio, especialmente os líderes do elenco, como Danilo, por exemplo. Não houve uma despedida no vestiário.
Leonardo Jardim, o procurado, dizia que no Brasil ” só treinaria o Cruzeiro”.
Leonardo Jardim foi contratado pelo Cruzeiro em fevereiro de 2025, substituindo Fernando Diniz. O treinador teve dificuldades no início do trabalho, mas conseguiu engrenar logo no início do Brasileiro. Além da campanha de semifinal na Copa do Brasil, o time terminou em terceiro na Série A, conseguindo vaga direta na fase de grupos da Libertadores 2026. Foram 55 jogos, 26 vitórias, 18 empates e 11 derrotas.
Jardim explicou o motivo, na época.
– Há uma coisa que gosto no futebol. Vou a Grécia e sou Olympiakos. Vou ao Catar e sou Al Rayyan. Vou na França e sou Monaco. E no Brasil, sou Cruzeiro. E não vou treinar mais nenhum clube no Brasil que não seja o Cruzeiro – garantiu o treinador.
Publicado em 03/03/2026






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