
O trabalho sempre fez parte da vida do goiano Milton Bueno de Faria, que começou bem cedo sua vida profissional.
Se hoje muitos o conhecem como um empresário e cronista esportivo bem sucedido, poucos sabem as inúmeras funções que Milton já exerceu em quase oito décadas de vida.
Milton Bueno já foi engraxate, jornaleiro, office boy, copeiro, garçom servente de pedreiro, entregador e serviços gerais, além de ter exercido uma função já extinta no mercado de trabalho: Milton já foi “lanterninha” do saudoso Cine Casa Blanca, onde teve a oportunidade de conhecer e conviver com Pedro Ludovico Teixeira, o homem responsável pela construção de Goiânia.
“O Pedro Ludovico sempre chegava às 14:30, para assistir a matinê do Cowboy. Sempre de terninho e com um 45 de lado, Pedro Ludovico só chegava faltando um minuto pra começar, pra ninguém ficar perturbando ele. Eu ia com a lanterninha e colocava ele pra sentar. Depois ele sempre arrancava uma moeda e falava: toma meu garoto”, conta Milton, que também já trabalhou no Grupo Sobrosa e na Apolo Calçados, onde começou como vendedor e chegou a ser gerente de loja.
REPRESENTAÇÕES
Logo Milton Bueno saiu da Apolo Calçados e foi trabalhar como vendedor de consórcio da Ford, em 1969. Um ano depois recebeu o convite que mudaria sua vida e o colocaria em um segmento no qual atua até hoje.
“Em 1970 fui convidado para ser vendedor-preposto viajante do Sr. Walfredo Antunes. Foi o início da minha vida como representante comercial, pois no ano seguinte já me registrei no CORE-GO e logo comecei com as minhas representações”, recorda.
Entre as várias empresas que Milton Bueno representou estão gigantes do mercado esportivo como Umbro, Finta, Campeã, Vitória, C.C.S, Spessoto, Met, Esportiva, Zona Livre, Clube Sul, Ideal, Viola, Olímpica, Uhsport, Master Rede, Joma, Kelme e Dray.
“Eu atuava nos estados de Goiás, Tocantins, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Triângulo Mineiro, Pará e Maranhão. Cheguei a ter mais de 500 clientes cadastrados. Minhas principais representações foram “Malhas Campeã”, por 53 anos, “Troféus Vitória”, por 53 anos, “Atacado Zona Livre”, por 35 anos, “Master Rede”, 30 anos, e “Super Bolla”, por 25 anos. Além da Mikasa, da Lotto, Rednoses, T.R.B Confecções. E muitas delas estão conosco até hoje, sob a supervisão do meu filho Milson”, explica Milton Bueno.
EMPRESÁRIO
Bem sucedido nas representações comerciais, Milton Bueno ainda se destacou como empresário. Foi dono do Cine-Disco, no Bairro de Campinas, da Sul-Frios, no Jardim Goiás, das Lanchonetes Americano, com duas unidades (uma na Rua 8 no Centro de Goiânia, e outra em Campinas). Também comandou a Olímpica Material Esportivo, na Rua 4, no Setor Central.
Logo expandiu para outros estados, com a inauguração de duas lojas da Evolução Magazine, na cidade de Araguaína, no Tocantins. Mas a sua “menina dos olhos” sempre foi a Mil Esportes, que durante 50 anos esteve na Rua 3, no Centro da capital de Goiás.
Atualmente Milton Bueno de Faria é proprietário da Mil Representações, localizada em uma galeria na Avenida 85, no Setor Sul, região nobre de Goiânia, onde toca o negócio juntamente com o seu filho, Milson Faria.
DIRETORIAS
Influente na área comercial e com o poder da comunicação, Milton Bueno sempre foi muito ativo em diversos segmentos da sociedade dos quais ocupou, inclusive, cargos de direção.
Foi presidente da Arveg, diretor do Sirceg, diretor do CORE-GO, diretor da Arveg, diretor do Núcleo Empresarial JK, diretor da Associação dos Moradores do Jardim Goiás, fundador do Protur e membro do Contec, comissão técnica de licitações.

POLÍTICA
Não demorou muito e Milton já estava engajado na política. Foi suplente de vereador em 1992 e também participou do lançamento de João Ribeiro como vereador em Araguaína, onde João foi prefeito, deputado estadual e federal, checando a senador da república.
FUTEBOL
Outra grande paixão de Milton Bueno de Faria sempre foi o esporte, principalmente o futebol. Aos oito anos de idade começou a jogar nas categorias de base do Atlético Clube Goianiense, seu time de coração, onde atuava na categoria Mirim. Logo foi subindo de degrau. Foi promovido às categorias Infantil, Juvenil e Júnior, até chegar aos Aspirantes.
Também esteve presente no futebol amador, no qual foi fundador do Sociedade Esportiva Sobrosa, em 1965. Dois anos depois, em 1967, a equipe sagrou-se campeã do Torneio Confraternização dos Bairros, patrocinado pelo então prefeito de Goiânia, Iris Rezende. Considerado o melhor time amador da cidade (na época), o Sobrosa também ganhou o Torneio de Aspirantes.

50 ANOS DE FGF
O sucesso foi tanto que Milton recebeu um convite para ser colaborador na Federação Goiana de Futebol. Na FGF ocupou cargos de diretor das categorias de base, do futebol amador e diretor de marketing. Este ano de 2025 Milton Bueno completa 50 anos de serviço prestados à Federação Goiana de Futebol.

ATLÉTICO
Paralelo a isso, ele sempre esteve próximo ao Atlético Goianiense, do qual é torcedor desde criança. Não só torcedor, mas também é sócio-proprietário e conselheiro desde 1963. Chegou, inclusive, a fornecer material esportivo para o clube durante muitos anos.
Profissional que é, nunca deixou misturar os sentimentos de torcedor com o seu lado profissional. Desta forma, Milton Bueno de Faria também já patrocinou diversos outros grandes clubes do estado. Entre eles, Goiânia, Vila Nova, Goiás e vários clubes do interior.

Também foi colaborador na fundação do Aparecida Futebol Clube e do Jataí Atlético Clube (JAC). Ajudou na transferência da Associação Evangélica (Aseev), do Clóvis e do Professor Alcídes. Foi fornecedor de material esportivo dos times: Crac de Catalão e Novo Horizonte de Ipameri.
Milton Bueno também teve participação efetiva no fechamento de contrato da FGF com a empresa Arroz Cristal, grande patrocinadora do Campeonato Goiano. Além dos patrocínios da Vascafé e da rede de supermercados Super Store, que estampa o uniforme do quadro de arbitragem da federação.

PIONEIRISMO
Sempre com um espírito pioneiro, Milton Bueno ajudou a criar a maior competição de categorias de base de Goiás, a “Copa MilEsportes”, com mais de 100 equipes nas categorias de 7 a 13 anos de idade, para jogadores não federados. Foi um sucesso total. “Chamou a atenção até do Goiás Esporte Clube, colocando suas escolinhas no torneio”, conta.

MAÇONARIA
Muito religioso e ligado às causas sociais, Milton Bueno de Faria é um integrante da Maçonaria, na loja Liberdade e União, desde 1998. Como maçom já chegou ao grau máximo, o de número 33.

CRÔNICA ESPORTIVA
Outra grande paixão deste goiano sempre foi o jornalismo esportivo. Com passagens por todos os meios de comunicação existentes, Milton Bueno está na crônica esportiva há 67 anos.
Ele começou em 1961, na Rádio Brasil Central, em um programa sertanejo com seu pai, Silvio Santana, fazendo locuções comerciais.
Depois fez free-lance em várias rádios de Goiânia e do interior.
Além da Rádio Brasil Central, Milton Bueno também já trabalhou nas rádios Clube, Difusora, Bandeirantes, BandNews, Aliança, 730, Rádio K, Sagres, Anhanguera e CBN.
Na televisão já passou pela TV Gazeta, TV Capital, TV Brasil Central, Fonte TV, TV Metrópole. Esteve presente nos programas Nação Futebol, Apito Esportivo, Geração 3, Placar Esportivo, Na Marca do Penalty, Bola na Rede, Beto Brasil e PucTV, além de programas no interior do estado.



Já escreveu para os jornais O Popular, Diário da Manhã, Tocantins, Oeste e jornais escolares. Como jogador de futebol amador jogou no Aliança e na Seleção de Araguaína, no Tocantins.
“O futebol de Araguaína estava muito parado. Foi então que resolvi fazer reuniões para elevar o nível do futebol por lá. Em 1975, para registrar a Liga, tinha que ter três times. Então fundamos o Araguaína, o Araguaia e o Noroeste”, explica Milton.
“Até o estádio Dom Orione fomos nós que reformamos. Colocamos alambrado e muro, por exemplo, além de outras melhorias”, conta Milton, ao lembrar que isso incentivou a criação de outros times. “Logo foram criados os times da Transtrevo e da Paulista, o que proporcionou ter os jogos”, completa o desportista, ao lembrar que assim foi criada a L.E.A, Liga de Esportes de Araguaína, em 1982.
Segundo Milton Bueno, o campeonato foi um sucesso. “Foi o maior de todos. Tinha excelentes premiações, lindos troféus e boa qualidade de material esportivo”, diz.
Milton Bueno ainda foi um dos incentivadores do Torneio Intermunicipal de Porangatu, em Goiás, até Marabá, no Pará. “Foi um torneio de integração maior do que o campeonato goiano”, afirma.
Milton Bueno explica que sua atuação no futebol de outros estados se dava pelo fato de fazer parte de suas rotas como representante comercial e empresário. “Fui criando laços com as empresas locais, com as pessoas da região e fortalecendo o vínculo. A participação no esporte local foi uma consequência da minha paixão pelo futebol e minha conexão com as pessoas”, enfatiza.
Além da reforma do Estádio Dom Orione, nós também participamos da construção do Estádio Gauchão, do Estádio Mirandāo, e do Ginásio Coberto. Tudo isso com a ajuda dos governos municipal e estadual”, completa o empresário.

HOMENAGENS
Ao longo de sua vida dedicada a fazer o bem, o empresário Milton Bueno de Faria coleciona inúmeras homenagens, premiações e troféus. Milton também registra mais de 250 participações em palestras, feiras e eventos.
TRABALHO E ESTUDO
Para Milton Bueno todo o sucesso obtido ao longo da vida e da carreira foi fruto do trabalho e do estudo. “Eu fiz a escola técnica de comércio brasiliense, com técnica em contabilidade. E fiz a faculdade de Economia e Administração de Empresas em Anápolis”, recorda.
Quando criança, Milton Bueno estudou o Primário no Instituto São Francisco e fez o Ginásio no Dom Bosco. “No Instituto São Tomaz de Aquino eu fiz o meu curso de Admissão”, finaliza Milton Bueno, feliz com tudo que já realizou em sua vida pessoal e profissional.
Todas as representações
MALHAS CAMPEÃ: 1970
TROFÉUS VITÓRIA: 1972
MALHAS CAMBUCI: 1970
MALHAS C. C. S: 1973
METALÚRGICA ESPORTIVA: 1975
BOLAS E CHUTEIRAS OLÍMPICA: 1974
UMBRO: 1985
OLIMPIADAS: 1973
CONFECÇÕES LAMBRA: 1990
CHUTEIRAS VIOLA: 1971.
CHUTEIRAS CLUBE SUL: 1974.
CHUTEIRAS IDEAL: 1985.
INDUSTRIAS RANE: 1978.
POLY INDÚSTRIA: 1989.
TROFÉUS IRMOSSI: 1980.
BOLAS E LUVAS UHISPORT: 1998
ATACADO ZONA LIVRE: 1995.
MALHAS ICONE: 1980.
INDÚSTRIA ESPORTIVOS OLÉ.S/A: 1981.
SEAGULL MALHAS: 1990
MALHARIA ATHLETA: 1990
LEC-COQ: 1987
VULCABRAS: 1990
BOLAS G12: 1992
MALHARIA BRANDILLI: 1996.
BOLAS E CHUTEIRAS OLÍMPICA: 1991.
LUVAS GARRA: 1979.
BONÉS FAROLI: 1993.
INDÚSTRIA FINTA: 1999.
OLÉ S/A ESPORTES: 1980.
KIMONOS DRAGAO: 1978.
CONFECÇÕES C.C.S: 1991.
CALCADOS RAQUETE/ ORTOFINO: 1975.
CONFECÇÕES EMMES: 1984.
SANDÁLIAS INJETE PLASTICAS: 1999.
APARELHOS VITALLY: 1996.
BACE:.UHSPORT E MOLTEM: 1980.
LEGAS METAL: 1991.
FIBERTEX MALAS: 1991.
SILMEM VENTILADORES: 1991.
BANDEIRAS PICORAL: 1984.
MALHAS LAMBRA: 1.999.
COOPER ESPORTES: 1975.
MEIAS SOQUETES BOGOVENTURY: 1995.
DRAY: 1998.
TENIS IRIS: 1974.
WINNER BOLAS E CHUTEIRAS: 1999.
METALÚRGICA MOR: 1991.
JOMA: 2005.
CALCADOS.RENY: 1983.
MESAS DE PONG – PONG: 1990.
KELME: 2004.
MEIAS SELLYS: 1997.
UMBRO: 1995.
CRESPAR PLACAS E MEDALHAS: 1995.
MALHARIA ICONE: 1995.
ESPORTIVO: 1988.
NOGAM BOLAS DE BORRACHAS: 1985.
INDUSTIA SARRAFO: 1980.
BRASIPROSH BOLAS IMP. BASQUETE: 1997.
FLAMA: 1994.
M.S. M.SAMELLO: 1990.
Firmas nacionais e nternacionais:
UMBRO: 25 anos
SARRAFO: 20 anos
OLIMPIADAS: 26 anos
KELME: 14 anos
JOMA: 10 anos
MALHAS LAMBRA: 25 anos
LEC -COC: 7 anos
BOLAS E CHUTEIRAS OLÍMPICA: 20 anos
MALHARIA ATHLETA: 8 anos
MALHARIA CAMBUCI: 5 anos
FINTA: 12 anos
MALHARIA “ICONE”: 10 anos
CONFECÇÕES EMMES: 6 anos
OLÉ S/A: 15 anos
CONFECÇÕES C..C..S: 20 anos
SEAGUL: 5 anos
Publicado em 23/12/2025






