Projetos sociais têm o poder de revelar talentos, abrir oportunidades e mudar histórias. Foi em uma dessas iniciativas do Governo de Goiás que, aos 12 anos, Adriano Cristian Souza Carneiro deu seus primeiros saques no vôlei.
O que começou como uma atividade de lazer rapidamente se tornou um projeto de vida.
Aos 16 anos, o jovem atleta foi para o Minas Tênis Clube, onde iniciou sua trajetória profissional. “Quando cheguei ao Minas, meu foco já era claro, seguir no esporte de forma profissional”, relembra.
Durante sua carreira, Adriano conquistou títulos expressivos, entre eles campeão mundial, bicampeão da Copa Brasil, campeão Sul-Americano e vice da Superliga A, defendendo equipes como Goiás, Palmeiras, Flamengo, Suzano e Maringá.

Entre as lembranças mais marcantes estão o campeonato mundial em Dubai, em 1989, e a final da Superliga em 1999.
Foi justamente após essa derrota que veio o ponto de virada. “Foi um momento de reflexão profunda sobre o futuro. Com o nascimento do meu primeiro filho, percebi que era hora de planejar um novo caminho”, conta.
A transição da quadra para o mundo acadêmico e jurídico não foi simples. “Voltar a estudar foi o maior desafio, especialmente após tantos anos dedicados exclusivamente ao esporte”, admite. A resiliência, o foco e a disciplina aprendidos no vôlei o ajudaram a superar as dificuldades e construir uma nova trajetória.
Formou-se em Direito, ingressou na Defensoria Pública e, mais tarde, tornou-se professor universitário, lecionando disciplinas como Direitos Humanos, Direito Internacional e Gestão e Marketing Esportivo.
Hoje, Adriano é um exemplo de como o esporte e a educação podem caminhar juntos. “Ambos se baseiam em justiça, equidade, respeito e ética. O esporte ensina valores que são vivenciados no Direito, como o respeito às regras, a inclusão e a busca por soluções justas.” Essa visão também está presente em sua atuação na Defensoria Pública, onde trabalha pela garantia de direitos de pessoas em situação de vulnerabilidade.
Para ele, políticas públicas e programas de incentivo ao esporte são fundamentais para apoiar atletas desde o início de suas carreiras e também na fase de transição. “Projetos sociais como aquele em que comecei podem mudar vidas. Eles oferecem oportunidades para jovens de diferentes realidades e ajudam a formar cidadãos preparados para qualquer desafio.”
O conselho que Adriano deixa para quem vive esse processo de mudança é claro. “Reconheça o valor da sua trajetória esportiva. Busque formação e não tenha medo de recomeçar. A mudança de carreira é uma evolução, não um abandono.”

Ao olhar para trás, Adriano vê uma caminhada guiada por propósito. “Cada etapa foi construída com coerência, aprendizado e serviço. O compromisso com a dignidade humana e a transformação social permanece o mesmo, seja dentro da quadra, na sala de aula ou na Defensoria.”
Essa mesma visão levou Adriano a fundar o Instituto ACE, uma organização que usa o esporte como ferramenta de cidadania e educação.
O projeto orienta jovens de diferentes origens, oferece suporte integral e incentiva a formação humana e profissional. O Instituto ACE é hoje referência em Goiás e um exemplo de como a vivência esportiva pode gerar impacto social duradouro.
A trajetória de Adriano reforça a importância de iniciativas que unem esporte, educação e cidadania, como as promovidas por instituições e programas sociais em Goiás.
Experiências como a dele mostram que investir em políticas públicas voltadas à formação esportiva é também investir em inclusão, desenvolvimento humano e futuro profissional.
Cada jovem atendido por um projeto social carrega em si o potencial de transformar não apenas a própria história, mas toda uma comunidade.
Publicado em 29/10/2025






