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Ge – Por Marcelo Barone
Seleção brasileira e Bernardinho são quase sinônimos.
Histórias que se entrelaçam ao longo de décadas, passando por gerações distintas de jogadores e, consequentemente, mudanças na sociedade.
O treinador que, entre idas e vindas, assumiu o posto em 2001, aos 42 anos, completou 66 no último dia 25 de agosto.
Está em sua 18ª temporada como técnico da equipe – separado pelo hiato entre a conquista do ouro olímpico em 2016 e a saída de Renan Dal Zotto em 2023.
E, a partir deste domingo, guia a nova geração em busca de mais um título, no Mundial das Filipinas. É a síntese de títulos, vitórias e medalhas, mas também de trabalho duro e de reações performáticas à beira da quadra.
As mudanças no jeito de Bernardinho no banco de reservas durante uma partida são perceptíveis.
Mas, para se adaptar e lidar com jovens, que nasceram quando ele ganhava o ouro olímpico em Atenas 2004, como o novato Lukas Bergmann, foram necessárias.
O Bernardinho do Antigo Testamento, como brincou o próprio filho, em entrevista ao Abre Aspas, do ge, deu lugar ao do Novo. Entretanto, ainda prega o trabalho como prioridade.
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– Tenho pouca paciência para desperdício de tempo e de talento. Se tem talento, vamos desenvolver. Agora é início, construção. Tem que ter paciência por resultado, por desempenho e por um desequilíbrio eventual. A energia está alta, alguns ficam até meio… Brincaram no treinamento, cantaram parabéns para você. Não adianta cantar, não, porque o bicho vai pegar (risos). É aquela história. Acharam que eu fosse amolecer? Só que não, “vambora” dar o gás.
Filho de pai alemão e mãe brasileira, Lukas Bergmann, de 21 anos, está em seu segundo ano de trabalho com Bernardinho. As cobranças existem a cada treino, mas ele as encara como oportunidade de evoluir. E diz que é motivante ver o técnico empolgado, especialmente, quando está menos disposto no treinamento.
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– É uma honra. Ele é muito enérgico, a gente percebe isso todos os dias, não só nos jogos. Quando você chega para treinar, ele já está pulando, muito a fim de fazer, essa é a maior virtude dele. É contagiante você chegar na quadra às 8h da manhã, sem querer fazer nada, e ver ele, que é velho, no gás. Dá vontade de dar o mesmo gás. Falam que ele está mais calmo, mas dentro de quadra, ele continua o mesmo, a intensidade, o xingamento, essa gana de querer ganhar, de cobrar o outro. Ter ele me cobrando me ajuda a saber o que eu posso fazer de melhor.
Publicado em 12/09/2025






